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terça-feira, 5 de maio de 2026

Idaterra pesquisa soja especial para alimentação humana

08/01/2003 10h52 – Atualizado em 08/01/2003 10h52

O Instituto de Desenvolvimento Agrário, Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural- Idaterra – iniciou um estudo envolvendo diferentes tipos de soja com características que tornam o sabor mais agradável, facilitando o consumo na alimentação humana. O Idaterra já recebeu 11 variedades e linhagens do Centro Nacional de Pesquisa de Soja da Embrapa, para serem avaliadas em diferentes condições de clima e solo em Mato Grosso do Sul. A pesquisa será desenvolvida em três microrregiões: Dourados, Campo Grande e Bandeirantes.

Segundo Milton Parron Padovan, pesquisador responsável pelos estudos, “os experimentos estão sendo implantados em áreas onde todo o manejo segue as normas da agricultura orgânica, ou seja, sem o uso de adubos químicos sintéticos e agrotóxicos e em meio a sistema de produção diversificado”. De acordo com Padovan “a soja é uma leguminosa que oferece alternativas, principalmente devido ao seu grande potencial protéico e energético, constituindo-se num grão estratégico para a alimentação humana e de animais”. Um dos reconhecidos valores da soja refere-se ao alto teor de proteína dos grãos, cerca de 40%, enquanto o feijão possui em torno de 20%.

O pesquisador alerta que a produção de grãos de soja cultivada sob manejo orgânico pode ser uma alternativa de renda a agricultura familiar. O interesse pela soja produzida organicamente para alimentação humana e ração de animais vem aumentando rapidamente, com oferta entre 10 a 20% da demanda no mercado internacional. No Brasil, os estados do Paraná e Rio Grande do Sul são os maiores produtores de soja, concentrada principalmente em pequenas propriedades.

Consumo – A soja ainda é pouco aproveitada no Brasil, sendo cultivada basicamente para extração de óleo comestível e o resíduo é utilizado somente na alimentação animal e uma parte incipiente na alimentação humana. A proteína da soja é a mais barata do mundo e a baixa utilização na alimentação humana torna-se um desperdício, pois aproximadamente 60 milhões de pessoas estão desnutridas no Brasil. O Pesquisador Milton Padovan considera que a identificação de tipos (cultivares) de soja com bom rendimento de grãos, que possuam melhor sabor e qualidade gastronômicas superiores àquelas comumente cultivadas, contribuirá para o aumento do consumo na alimentação humana.

Fonte: MS Notícias

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