08/01/2003 15h38 – Atualizado em 08/01/2003 15h38
Representantes do setor de Educação do Movimento Sem Terra (MST) informaram ao chefe de gabinete do Ministério da Educação, Osvaldo Russo, que a entidade quer trabalhar em parceria com o MEC no Programa de Alfabetização para ensinar a ler e escrever os cerca de 200 mil trabalhadores rurais que vivem em assentamentos em 23 estados. Eles também pediram uma audiência com o ministro Cristovam Buarque para apresentar a proposta e detalhar as formas de ação imediata.
Participaram da audiência Edgar Kolling, coordenador nacional do setor de Educação; João Carlos Rodrigues, coordenador nacional do MST; Luiz Antônio Pasquetti, do setor de projetos; e Enedina de Andrade, coordenadora de Educação do MST no Distrito Federal.
Na avaliação de Osvaldo Russo, o MST tem uma experiência fantástica na área de alfabetização no campo, o movimento é organizado e tem grande capacidade de mobilização. Essa parceria também será uma forma de reabrir a discussão e refazer os laços de trabalho entre o Ministério da Educação e o Movimento rompidos nos últimos sete anos.
Vou levar o pedido de audiência ao ministro e tenho muita confiança na possibilidade dessa parceria para buscarmos juntos os resultados que o Brasil espera.
Ação – De acordo com dados do MST apresentados a Osvaldo Russo, se a parceria for realizada, a entidade tem capacidade para abrir duas mil turmas de alfabetização nos assentamentos em março deste ano. Além dessa forma de trabalho, explicou Edgar Kolling, o Movimento também quer discutir com o Ministério da Educação a constituição de uma coordenação para discutir a formulação de uma política de Educação específica para o campo que compreenda desde o currículo escolar, a formação de professores, o livro didático que aborde as temáticas rurais, entre outras prioridades.
Outra preocupação é a formação de professores. Dos seis mil professores rurais, relatou Edgar Kolling, a metade não tem formação para o magistério e esse é outro tema que o MST quer encaminhar junto ao Ministério.
Fonte: Dourados News





