09/01/2003 15h50 – Atualizado em 09/01/2003 15h50
O problema do tráfego de bicicletas pelas ruas e avenidas da cidade de Três Lagoas não é de agora, mas a situação se agrava a cada dia que passa, a medida em que a cidade cresce.
São muitos os motoristas e até pedestres que já passaram por sérios apuros, em decorrência da falta de respeito e de obediência ao fluxo normal de tráfego, estabelecido pela sinalização e leis de trânsito.
Para a maioria dos ciclistas, que transita pelas ruas do centro, não existe qualquer constrangimento, nem mesmo receio em arriscar trafegar na contra a mão de direção, mesmo colocando em risco sua integridade física e a segurança dos motoristas e até de pedestres.
Por falta de punição ou até mesmo de advertência, como se fazia há anos passados, na época do então tenente Monari, hoje capitão da Polícia Florestal, os ciclistas partiram para o abuso, porque têm conhecimento de que nada lhes pode ocorrer.
REGULAMENTAÇÃO
As autoridades competentes, no caso o Pelotão de Trânsito do 2ºBatalhão da Polícia Militar (2ºBPM), nada podem fazer porque não existe ainda na cidade regulamentação específica, quanto ao tráfego de bicicletas.
Segundo consta, várias tentativas já partiram do Legislativo, mas não foram adiante. Recentemente, Projeto de Lei desta natureza foi aprovado, mas a matéria foi vetada pelo prefeito Issam Fares. O veto acabou sendo derrubado pela maioria dos vereadores, numa das últimas sessões do último período legislativo. Por enquanto a nova lei ainda não foi publicada.
“A Polícia Militar está consciente do problema das bicicletas e tem interesse na regulamentação”, manifestou o comandante do 2ºBPM, tenente coronel, Edson Alves Severino. De imediato, determinou ao comandante do pelotão de trânsito, tenente Edilson, para que procurasse colocar-se a par do teor da “eventual nova lei”, que trata das bicicletas.
Por outro lado, antecipou o comandante da PM, o pelotão de trânsito age em parceria com a gerência municipal de trânsito. Se houver necessidade e se a lei realmente for colocada em prática, a PM está disposta a realizar “todo um trabalho educativo de conscientização para que as normas sejam aplicadas”, assegurou o tenente coronel Alves.
SINALIZAÇÃO
Por sua vez, a sinalização de trânsito, na cidade de Três Lagoas é considerada uma das melhores da região, principalmente a sinalização vertical. Por outro lado, a sinalização horizontal, aquela que é afixada no asfalto, está apagada por completo.
Na gerência municipal de Trânsito, os funcionários aguardam o início das obras de recapeamento da malha asfáltica da cidade. O projeto em andamento, com recursos disponíveis na ordem de R$ 2 milhões, aguarda apenas abertura dos envelopes para contratação da empresa ganhadora da licitação. Somente após essas obras é que a gerência de Trânsito irá reformular toda a sinalização horizontal, já totalmente deteriorada.
MOTORISTAS
Por sua vez, o comportamento dos motoristas, alegando falta de sinalização horizontal, deixa muito a desejar. Além de não respeitarem mais a faixa e preferência dos pedestres, cometem abusos na condução dos seus veículos, principalmente na velocidade.
A reportagem do Diário MS, na manhã de quarta-feira (8), por pouco também não foi vítima da falta de respeito e de atenção de um motorista. No caso, o condutor do Fiat Uno, placas HRP 1948, de Três Lagoas, trafegando pela pista direita da avenida Capitão Olintho Mancini, repentinamente e sem dar sinal de direção, partiu para a esquerda e estacionou seu veículo no canteiro da avenida, colocando em risco o nosso e outros veículos que vinham atrás. Para espanto nosso, o veículo é da Auto Escola Melo, cujos condutores, presumíveis instrutores, deveriam dar o exemplo de como se comportar ao volante.




