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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Parlamento tcheco inicia amanhã escolha de novo presidente

13/01/2003 10h55 – Atualizado em 13/01/2003 10h55

O Parlamento tcheco se reúne amanhã para tentar eleger para o cargo de presidente o sucessor do ex-dissidente Vaclav Havel, mas o resultado da eleição continua incerto por falta de um favorito que seja indiscutível.

O presidente da República Tcheca está longe de ter os poderes de outros dirigentes, mas Havel parece ter dado à sua função uma autoridade confirmada, graças à sua visão européia e seu prestígio de combatente pela liberdade.

Depois de 13 anos na Presidência, Havel não pôde tentar a reeleição. A Constituição tcheca, adotada no momento da separação da Tchecoslováquia em 1993, limita a dois os mandatos presidenciais de cinco anos, quando estes são consecutivos.

Havel chegou à Presidência no final de 1989, somente alguns meses depois de ter sido libertado da prisão, onde foi colocado devido a suas opiniões.

Democracia estritamente parlamentar, a República Tcheca não elege seu presidente por sufrágio universal -são as duas Casas do Parlamento, em sessão conjunta, que designam o próximo governante.

Segundo as pesquisas, o favorito da opinião é o ex-primeiro-ministro liberal Vaclav Klaus, 61, outra personalidade carismática da época pós-comunista que organizou a passagem do país para a economia de mercado.

Apesar disso, os analistas duvidam de suas chances de ganhar. Com o correr dos anos, Klaus e seu tom incisivo lhe garantiram muitos inimigos, começando pelo próprio Havel.

O partido que fundou em 1991, o ODS (Partido Democrático Cívico), dispõe de militantes importantes, mas não tem maioria nem no Senado nem na Câmara.

A coalizão de centro-esquerda do primeiro-ministro Vladimir Spidla, que só tem uma voz de maioria na Câmara e que é minoritária no Senado, não conseguiu designar candidato comum.

O partido social-democrata, dirigido por Spidla, está concorrendo com Jaroslav Bures, um ex-ministro da Justiça. Bures é criticado por ter sido membro do Partido Comunista de 1986 a 1989, pouco antes da queda do regime.

Os comunistas, que ainda têm importante eleitorado (mais de 18% nas últimas legislativas de junho), estão com candidato próprio, um ex-procurador militar de 56 anos, Miroslav Krizenecky, que não tem nenhuma chance.

Um quarto candidato de centro, Petr Pithart, 62, atualmente presidente do Senado, pode representar um compromisso tanto para a direita como para a esquerda e, segundo um banqueiro de Praga que conhece bem os círculos do poder, “suas ações sobem”.

Qualquer que seja a surpresa do resultado, é pouco provável que alguém seja eleito no primeiro turno, pois para isso é necessário maioria absoluta das duas Casas do Parlamento. Caso não haja resultado no segundo ou terceiro turno, será necessário organizar uma nova eleição.

Fonte: France Presse

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