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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Governadores insistem em acordo com Lula

14/01/2003 09h02 – Atualizado em 14/01/2003 09h02

Apesar de o ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho descartar a possibilidade de renegociação das dívidas dos Estados, governadores prometem fazer barulho para levar a União a mudar de idéia.

O governador de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, disse que não abre mão da renegociação. No dia da sua posse, Zeca disse que, se fosse necessário, “compraria briga” com o PT nacional para tratar do assunto com Lula ainda neste ano.

Paulo Hartung (PSB), do Espírito Santo, que se encontra depois de amanhã com Palocci, não descarta a possibilidade de fazer coro ao pedido dos companheiros, caso não seja atendido em suas reivindicações. “É importante abrir uma janela para que se negocie caso a caso. Se não abrir, a pressão cresce e o dique estoura.”

O gaúcho Germano Rigotto (PMDB) diz que pretende conseguir ao menos a abertura de negociações entre o Estado e a União para que o comprometimento com a receita líquida para o pagamento da dívida caia. Vai pedir também a não-entrada em vigor da medida provisória que determina a estadualização de rodovias federais.

O secretário-adjunto da Fazenda de Alagoas, Evandro Lôbo, diz que o Estado está desenvolvendo um estudo para saber quanto pedirá de redução do comprometimento da receita com o pagamento da dívida,.

A Secretaria da Fazenda do Maranhão também pretende renegociar a redução do comprometimento da receita com o pagamento da dívida.

Os pleitos não estão relacionados apenas às dívidas. O tucano Aécio Neves, de Minas, quer maior participação nos impostos federais.

O secretário da Fazenda da Bahia, Albérico Mascarenhas, defende mudanças no cálculo da receita corrente líquida dos Estados para reduzir o impacto sobre as finanças estaduais.

Mascarenhas também é coordenador do Confaz (Conselho de Política Fazendária), fórum que congrega os 27 secretários estaduais da Fazenda. Ele afirmou que pretende convocar uma reunião extraordinária do órgão para o final deste mês, quando o assunto será posto em pauta.

Fonte: Agência Folha

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