15/01/2003 10h11 – Atualizado em 15/01/2003 10h11
O governo federal teve a maior arrecadação de impostos da história em 2002, registrando R$ 283,632 bilhões em valores corrigidos (IGP-DI). Não fosse a receita extra líquida de R$ 25,483 bilhões, o resultado global da coleta só de impostos e de contribuições federais teria ficado inferior ao volume apurado em 2001, com perda real de arrecadação.
As chamadas receitas administradas atingiram R$ 271,667 bilhões no ano passado, contra R$ 249,798 bilhões (corrigidos) em 2001. Ou seja, sem a receita extra líquida seriam R$ 246,184 bilhões, portanto inferior ao desempenho registrado no ano anterior.
O secretário-adjunto da Receita, Ricardo Pinheiro, admitiu que o resultado de 2002 foi altamente “inflado pela arrecadação extra”. Ele justificou que houve perda real com alguns tributos, por conta das crises que assolaram o país. Citou a queda de 23,15% no IPI, atingido por reduções na fabricação de automóveis e das importações, por exemplo. Ou a redução de 8,59% do imposto de renda sobre rendimentos de pessoas físicas vinculado ao trabalho formal. No mês de dezembro a arrecadação foi de R$ 22,52 bilhões.
O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, afirmou que a orientação do governo é buscar receitas extraordinárias para o país este ano. Na segunda-feira, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, afirmou que o secretário deveria se preparar para obter novas receitas. Segundo ele, esse trabalho não é fácil e exige transpiração. A previsão para a arrecadação das receitas administradas é de R$ 240 bilhões.
“Temos que trabalhar e muito para obter esses valores. Não é fácil”, disse o secretário.
Fonte: Gazeta do Povo



