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Três Lagoas
quinta-feira, 7 de maio de 2026

Recolhidos mais de 70 cães somente neste ano

15/01/2003 19h45 – Atualizado em 15/01/2003 19h45

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Três Lagoas, em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (FNS), em menos de 15 dias, já recolheu mais de 70 cães, suspeitos de haverem contraído o vírus da Leishmaniose.

As amostras de sangue dos animais foram coletadas e encaminhadas ao laboratório especializado para este tipo de exame. Por enquanto, os resultados não foram ainda devidamente comprovados.

Graças a amplas campanhas de educação e de conscientização das pessoas, “nosso serviço está se tornando mais fácil e compreensivo”, disse o motorista do veículo de recolhimento de animais, a tradicional “carrocinha”, José Nunes da Silva, na manhã desta quarta-feira (15).

Há mais de dois anos nesta atividade, Silva falou que já passou por situações difíceis de contornar. “A maior dificuldade é convencer as pessoas da necessidade de sacrificar o animal contaminado, como única saída para acabar com o perigo das doenças” , explicou o motorista da carrocinha.

Segundo ele, a família cria laços de verdadeira afeição com o animal e sua eventual perda, com a necessidade da eutanásia, nestes casos, provoca sentimentos de perda, que levam até as lágrimas e ao desespero. “É a mesma coisa, como estivessem perdendo um membro querido da família” , disse Silva.

PROCEDIMENTOS

O trabalho da equipe do CCZ obedece a uma série de procedimentos, antes de chegar ao extremo da necessidade da prática da eutanásia, explicou Silva.

Ao lado do trabalho de recolhimento de animais, soltos nas ruas, cabe à carrocinha também recolher os cães, cujo exame de sangue já comprovou ser um animal contaminado.

A equipe do CCZ sai às ruas, passa de casa em casa e coleta amostras de sangue dos cães, atendendo à solicitação dos donos. Em casos, de suspeita e de eventuais denúncias, este trabalho é feito até sem a solicitação do dono do animal.

Se o resultado dos exames deu positivo, cabe à equipe da carrocinha recolher o animal e pulverizar o ambiente com inseticida. Recolhido o animal, ele é levado ao canil do CCZ para os preparativos da eutanásia. Após receber um sedativo, é aplicada no animal uma injeção letal, que provoca a morte rápida e sem dor.

Pela experiência de trabalho, Silva informou que maior parte dos animais, que contraíram a doença são de raça definida. “Os famosos vira-latas, sem raça definida, parece que são mais fortes diante da Leishmaniose. Por outro lado, devido à falta de cuidados, recolhemos muitos animais vira-latas com sérios problemas de sarna, pulgas e carrapatos”, contou Silva.

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