16/01/2003 13h20 – Atualizado em 16/01/2003 13h20
A banana desaparecerá em dez anos se não for encontrado um híbrido geneticamente modificado que combata a Sigatoka negra, doença que coloca em perigo plantações da América Central, África e Ásia. A afirmação faz parte de um estudo publicado hoje. “Podemos estar certos de que a document.write Chr(39)Sigatokadocument.write Chr(39) não perderá sua batalha”, afirmou Emile Frison, um dos redatores do estudo e diretor da Rede Internacional para o Aperfeiçoamento da Banana e Plátano (INIBAP), com sede em Montpellier (França). “Logo que é obtido um novo fungicida, as doenças desenvolvem uma maior resistência”, declarou Frison.
Substituir a banana Cavendish – variedade dominante na atualidade – por outro tipo, por meio da engenharia genética, é a única resposta possível, na opinião de Frison. No entanto, Ronald Romero, diretor de pesquisa da empresa Chiquita, declarou à New Scientist, em relação à possibilidade de cultivar novas variedades, que “apoiamos o programa de cultivo durante 40 anos, mas não foi possível desenvolver uma alternativa para a banana Cavendish”.
As bananas comestíveis são estéreis e carecem de sementes, por isso não é fácil obter novas variedades por métodos naturais, segundo o estudo, publicado pela revista britânica New Scientist. A banana selvagem, chamada Musa Acuminata, uma fruta gigante que cresce na selva, é a variedade que excepcionalmente contém sementes muito duras, o que a torna não comestível.
Muitas dessas bananas selvagens são resistentes à Sigatoka negra e os cientistas se concentram em seu estudo para fazer um projeto de modificação genética que salve a banana. Evitar o desaparecimento desta popular fruta por meio da biotecnologia é caro e não convence os que a cultivam, porque temem que o consumidor rejeite o produto alterado geneticamente, pois seu sabor pode ficar parecido com o da maçã.
Na década dos 50 uma doença chamada Panamá acabou com a variedade predominante, a Gros Michel, que posteriormente foi substituída pela Cavendish. Os primeiros plantadores de bananas, há 10 mil anos, salvaram o cultivo replantando mudas de suas raízes, depois de perceberem que esta fruta não possuía sementes.
Fonte: Agência EFE




