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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Redução do estômago só para os casos graves

16/01/2003 09h08 – Atualizado em 16/01/2003 09h08

A obesidade é considerada uma epidemia mundial pela Organização Mundial da Saúde. Mais que a questão estética que abala a auto-estima, quem é obeso sofre mais por uma série de doenças perigosas, como hipertensão, diabetes e problemas nas articulações, que ficam sobrecarregadas com o peso.

Desde 1995, no entanto, é possível fazer cirurgias para a redução do estômago, que acabam com a obesidade e forçam o paciente a emagrecer.

Mas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia, as cirurgias de redução do estômago, por serem radicais, são indicadas apenas para as pessoas consideradas obesas mórbidas – aquelas que não teriam condições de emagrecer o suficiente só com dietas.

Recentemente, o apresentador da MTV João Gordo, 38 anos, disse em entrevistas que pensa em realizar a operação.

Quem está muito acima do peso, com o índice de massa corpórea (IMC, que é o peso em quilos dividido pela altura elevada ao quadrado) acima de 40 (cerca de 120 quilos), é considerado portador de obesidade mórbida. Este tipo de obesidade pode causar sérios problemas de saúde.

Existem três tipos diferentes de cirurgias para reduzir o espaço do estômago. Uma delas é a “plástica de estômago”, que corta e reduz. Outras modalidades são feitas “grampeando” o órgão, reduzindo seu tamanho, e inserindo uma espécie de balão inflável ou cinta, causando o mesmo efeito.

No entanto, existem alguns pré-requisitos para quem quer fazer a cirurgia. “O paciente precisa passar por uma junta médica, que avalia desde sua condição psicológica até os pulmões e o coração. Este tratamento envolve muitas áreas”, diz o cirurgião bariátrico Jaldo Barbosa, do Hospital Santa Lúcia, em Brasília.

Fonte: Jornal de Brasília

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