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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Vaticano convoca católicos contra eutanásia

16/01/2003 13h35 – Atualizado em 16/01/2003 13h35

O Vaticano disse hoje que políticos e eleitores católicos tinham a obrigação de se oporem a leis que autorizem o aborto, a eutanásia e o casamento entre homossexuais, e os aconselhou a não se esconderem sob a moralidade moderna das sociedades democráticas.

Em uma aparente referência à clonagem, o novo documento do Vaticano também disse que os católicos deveriam estar atentos a leis sobre “avanços perturbadores” na ciência que violariam a dignidade da vida humana.

A Santa Sé também criticou publicações católicas, afirmando que elas deveriam ser mais enérgicas e precisas na promoção dos valores católicos de defesa da vida humana e que não deveriam apresentar opiniões diferentes desses valores em nome do pluralismo.

Essas diretrizes do Vaticano foram expostas em um documento intitulado “Nota Doutrinal sobre Algumas Questões Relativas à Participação dos Católicos na Vida Política”.

O documento, que reafirma os ensinamentos tradicionais da Igreja, foi endereçado a políticos católicos e a todos os católicos comuns que participem da vida política de seu país.

No comunicado, de 17 páginas, o Vaticano afirma que os católicos não podem se declarar autônomos em relação aos ensinamentos da Igreja e que não poderiam dar apoio a certas leis sob a justificativa da tolerância, do pluralismo ou da liberdade de escolha.

“A democracia precisa se basear em uma fundação verdadeira e sólida de princípios étnicos inegociáveis”, disse o documento.

A comunicação, endossada pelo papa João Paulo 2o pessoalmente, defendeu a aprovação de leis para a proteção da família, a ser baseada, segundo a Igreja, em um “casamento monogâmico entre homem e mulher”.

“De modo nenhum outras formas de coabitação podem ser colocadas no mesmo nível do casamento, e nem podem receber reconhecimento legal como tais”, acrescentou.

Fonte: Reuters

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