17/01/2003 10h40 – Atualizado em 17/01/2003 10h40
O governo Luiz Inácio Lula da Silva começou a projetar as possibilidades de crescimento econômico do país com cautela. Para este ano, segundo o ministro Guido Mantega (Planejamento), a previsão é uma taxa document.write Chr(39)document.write Chr(39)acima de 2%document.write Chr(39)document.write Chr(39).
A novidade não é a previsão, cujo número de referência é bem parecido com o 1,9% estimado pelo mercado, mas o fato de a equipe de Lula pôr em números as restrições que a realidade econômica impõe aos planos de governo.
O Orçamento de 2003, por exemplo, projeta 3%, e o PT não tentou corrigir para baixo o percentual durante as discussões no Congresso.
Previsões mais modestas para a economia significam menos arrecadação de impostos e maior necessidade de apertar as despesas do governo para cumprir as metas acertadas com o FMI (Fundo Monetário Internacional).
Durante a campanha, Mantega, que agia como porta-voz econômico de Lula, falava em crescimento médio de 4,5% anuais durante os quatro anos de governo.
Ontem, Mantega disse considerar que, passado um período “de transição”, o país pode crescer à taxa mencionada na campanha _mais ambicioso, o programa de governo fala em 5% e até 7%.
Ele, porém, prefere não fixar prazo para a document.write Chr(39)document.write Chr(39)transição”. Questionado se o crescimento desejado poderia ocorrer a partir de 2004, disse ser cedo para uma previsão.
Pela estratégia esboçada até o momento pelo ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda), o document.write Chr(39)document.write Chr(39)novo modelo econômico” será buscado com as reformas estruturais da Previdência, trabalhista e tributária e o aprimoramento da política social. Tais mudanças garantiriam, espera-se, o crescimento sustentado.
Fonte: Folha São Paulo



