17/01/2003 10h55 – Atualizado em 17/01/2003 10h55
A aplicação de injeções de uma determinada proteína, conhecida como interleucina-4 (IL-4), parece produzir resultados semelhantes aos obtidos com a melhor terapia disponível para combater os sintomas de uma doença crônica de pele, a psoríase, segundo um estudo preliminar.
Aparentemente, o tratamento com a interleucina leva as células do sistema de defesa do organismo, que atacam equivocadamente o tecido do próprio corpo, a interromper a inflamação e a desenvolver propriedades antiinflamatórias, de acordo com os resultados, publicados na revista Nature Medicine.
As conclusões do estudo ainda precisam ser confirmadas, mas o coordenador da pesquisa, Martin Rocken, da Universidade Eberhard Karls, em Tuebingen (Alemanha), disse à Reuters Health que “a principal esperança é que essa abordagem estabeleça a base para o desenvolvimento de vacinas contra doenças inflamatórias auto-imunes, como a psoríase, a esclerose múltipla e a artrite reumatóide”.
As pessoas com psoríase apresentam ciclos em que algumas áreas da pele se rompem em placas avermelhadas com uma superfície escamosa e brilhante. Medicamentos de uso tópico podem ajudar pacientes com formas da doença que variam de leve a moderada. A terapia com luz e a droga metotrexato podem ser utilizadas em casos graves, embora não exista cura para a enfermidade.
O grande problema com as terapias atuais para tratar psoríase grave é que causam a supressão de todo o sistema imunológico para reduzir a atividade inflamatória das células de defesa. No novo estudo, a equipe testou uma abordagem mais dirigida, na expectativa de que o tratamento com a IL-4, voltado para um tipo específico de célula imunológica que se torna descontrolada na psoríase, aliviasse os sintomas sem interferir na função imunológica normal.
Fonte: Jornal de Brasilia





