17/01/2003 10h23 – Atualizado em 17/01/2003 10h23
Os escritórios antidrogas da Procuradoria mexicana em 11 Estados sofreram intervenção do exército, pois são suspeitos de favorecem organizações de narcotraficantes. O promotor geral, Rafael Macedo, afirmou que a operação de ontem obedece uma estratégia de limpeza na instituição, que será mantida enquanto os focos de corrupção não forem eliminados.
De acordo com Macedo, a intervenção foi solicitada pela Procuradoria Geral da República (PGR) com a única finalidade de salvaguardar a segurança dos escritórios, a informação e os documentos que possuem e os bens do narcotráfico confiscados. Dezenas de agentes antidrogas de Sonora, Chihuahua, Tamaulipas, Nayarit, Chiapas, Guerrero, Baja California, Oaxaca, Tabasco, Yucatán e Jalisco são investigados por prováveis ligações com o narcotráfico.
Alguns desses escritórios ficam em regiões fronteiriças, por onde passam toneladas de drogas todos os dias. Presume-se que os agora investigados faziam parte de uma rede que cobrava subornos, além disso, vários deles faziam parte dos esquemas de segurança de organizações criminosas.
O visitante geral da PGR, Ángel Buendía, informou que 160 agentes da Procuradoria Especializada para a Atenção de Delitos contra a Saúde (FEADS) foram presos. Deles, apenas 15% estão sob investigação por supostas irregularidades relacionadas às suas funções e o restante será transferido nos próximos dias.
Buendía disse que os únicos agentes detidos e presos são os sete que foram detidos no domingo passado em Tijuana por oferecerem a dois supostos narcotraficantes a devolução de 4,8 toneladas de maconha que tinham confiscado deles, embora nunca o tenham registrado, em troca de sua libertação e de US$ 2 milhões.
Macedo disse que uma vez que encerre a investigação, serão feitas em todas as unidades ações penais e administrativas contra aqueles que cometeram irregularidades. “Não existe lugar para servidores públicos desonestos ou que se envolvem em atos de corrupção e em nenhuma circunstância se permitirá a impunidade”, afirmou.
Buendía disse que sua auditoria inclui até o momento 879 investigações e inspeções internas, com 1.267 investigações prévias contra funcionários da PGR, dos quais 1,18 mil foram processados desde dezembro de 2000.
Fonte: Agência EFE




