24/01/2003 09h40 – Atualizado em 24/01/2003 09h40
Centenas de milhares de venezuelanos saíram ontem às ruas de Caracas em apoio ao presidente Hugo Chávez, pressionado por uma greve geral convocada pela oposição que há 52 dias paralisa o país. Durante a manifestação, uma pessoa morreu e pelo menos 14 ficaram feridas numa explosão, possivelmente provocada por uma granada. Os distúrbios coincidiram com a presença do presidente da Câmara de Comércio Brasil-Venezuela, José Francisco Marcondes, na capital venezuelana, liderando uma delegação de quatro empresários brasileiros. Enquanto o Corpo de Bombeiros de Caracas calculava em 300 mil o número de manifestantes, Marcondes estimava-o em pelo menos 1 milhão de pessoas. Já a televisão estatal, única a transmitir imagens ao vivo da passeata, afirmou que os participantes estavam entre 3 milhões e 4 milhões.
Tomando como pretexto o 45º aniversário da queda da ditadura de Marcos Perez Jimenez, Chávez, convocou a manifestação, que deveria se prolongar até as 21h de ontem. Em meio a um mar de boinas vermelhas, que identificam os partidários do presidente, os manifestantes carregavam uma garrafa gigante com o rótulo document.write Chr(39)não tome Coca-Coladocument.write Chr(39). A engarrafadora do refrigerante na Venezuela é controlada pelo grupo do milionário Gustavo Cisneros, apontado por Chávez como financiador do movimento que tenta derrubá-lo do poder.
Fonte: Correio do Povo




