27/01/2003 08h23 – Atualizado em 27/01/2003 08h23
Entre 35% e 40% da população brasileira sofre de halitose, problema que pode ter cerca de 60 causas, como doenças sistêmicas e periodontais, distúrbios intestinais, respiração bucal crônica, consumo freqüente de bebidas alcóolicas, redução do fluxo salivar por uso de medicamentos, jejuns prolongados, não uso do fio dental durante a higienização da boca e presença de cáries de grande tamanho.
Segundo Olinda Tarzia, professora da Universidade de São Paulo (USP), que falará sobre o assunto, esta semana, no 21 Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, o primeiro passo para acabar com o mau hálito é descobrir suas causas. “Geralmente, a halitose é o resultado de vários fatores combinados, por isso é necessário fazer uma ampla investigação para combater o problema”, enfatiza Olinda. Mas, além de afetar a auto-estima e motivar desconforto social, a halitose pode ser um importante indicador de doenças mais sérias, que, se não forem tratadas de forma adequada, podem levar a pessoa à morte. “Os microorganismos que desencadeiam a halitose produzem, além de odores, toxinas perigosas que, se caírem na corrente sangüínea, podem até provocar parada cardíaca.”
Normalmente, quem sofre de halitose sabe ou desconfia e passa a ter um cuidado maior na escovação dos dentes, explica Olinda. Por isso, muitas vezes é equivocado pensar que o problema esteja relacionado à falta de higiene bucal. “Há pessoas que escovam os dentes mais de dez vezes ao dia e permanecem com o hálito comprometido.”
Fonte: Jornal de Brasília





