04/02/2003 15h09 – Atualizado em 04/02/2003 15h09
Campo Grande (MS) – Agricultores familiares de assentamentos e pequenas propriedades de Mato Grosso do Sul irão produzir caju anão precoce para ser comercializado por uma indústria processadora de frutas do Estado de São Paulo, a Unifrutas. A proposta foi oficializada através de uma parceria entre o governo do Estado, através do Instituto de Desenvolvimento Agrário, Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Idaterra), Banco do Brasil, Incra e a Unifrutas para o fomento do plantio do caju no Mato Grosso do Sul.
O Programa de Incentivo à Fruticultura será coordenado pelo Idaterra que fará o cadastramento, seleção dos produtores e também a elaboração dos projetos a serem implantados na região Oeste de Mato Grosso do Sul. Com o programa, o Estado irá fornecer caju anão precoce in natura para a empresa Unifrutas. Outra meta é oferecer alternativas de renda para as famílias dos produtores, através da diversificação da produção nas propriedades.
O convênio firmado prevê que o Banco do Brasil execute um programa conjunto de aplicação de crédito rural para apoiar a integração da cadeia de produção de caju e proporcionar ao produtor um mercado seguro e bom preço, a ser negociado com a empresa que irá adquirir a produção, obtida a partir do convênio.
Para o produtor Carlos Rosa Sandin, do município de Jaraguari, “o pequeno produtor até hoje tinha muita dificuldade no plantio, com uma produção que respondesse rápido as suas necessidades e que tivesse a compra do produto garantida. Nós pretendemos trabalhar em conjunto para facilitar o escoamento da produção.”
Diversificação e renda – O caju anão precoce é uma fruta que tem 100% de aproveitamento na indústria. Comercializado na forma in natura ele pode ser aproveitado como matéria-prima para lona de freio de caminhão, rapadura, aguardente, doces, sucos, geléias e outros.
O manejo do caju anão ainda o permite fazer consórcios com outras culturas, tais como mandioca, abacaxi, maracujá e milho, o que permite maior aproveitamento da área plantada e aumenta a renda das famílias através da diversificação agrícola.
Mercado – Embora o cajueiro apresente várias alternativas de produtos, a maioria das indústrias processadoras utiliza apenas a castanha. A polpa é comercializada em menor escala para produção de doces, cajuína e consumo in natura. O Brasil é o segundo maior exportador de caju, perdendo apenas para a Índia. Os compradores de castanha de caju brasileira são os EUA com um percentual de 75,7% do total exportado. O Canadá vem em segundo com 10,4% e a Europa com 11,4%.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Idaterra




