05/02/2003 14h16 – Atualizado em 05/02/2003 14h16
O Tesouro Nacional está preparado para uma crise internacional, na hipótese de guerra entre Estados Unidos e Iraque, e o Plano Anual de Financiamento de 2003 já leva em conta a possibilidade do conflito. A afirmação é do secretário do Tesouro, Joaquim Levy, que destacou que os cenários traçados pelo Plano são document.write Chr(39)document.write Chr(39)conservadoresdocument.write Chr(39)document.write Chr(39) exatamente em razão da possibilidade de guerra.
Levy afirmou, no entanto, que a existência da guerra não deverá inviabilizar o financiamento interno. document.write Chr(39)document.write Chr(39)Não é só porque há guerra que as pessoas vão deixar de poupardocument.write Chr(39)document.write Chr(39), afirmou o secretário.
Ele está confiante de que a demanda por títulos públicos federais não vai cair significativamente com a ocorrência do conflito. Mesmo porque, lembra o secretário, a dívida pública mobiliária federal interna é composta por papéis emitidos dentro do país e comprados, em grande maioria, por investidores nacionais. document.write Chr(39)document.write Chr(39)Estamos falando de poupadores internosdocument.write Chr(39)document.write Chr(39), acrescentou.
O Plano Anual estima que a DPMFi (Dívida Púbica Mobiliária Federal interna) vai fechar 2003 com um estoque entre R$ 690 bilhões e R$ 750 bilhões. Incluindo a dívida externa do Tesouro Nacional, o cenário traçado estima um estoque para a DPF (Dívida Pública Federal) entre R$ 940 bilhões e R$ 1,020 trilhão.
A necessidade de financiamento para 2003, que leva em conta os vencimentos previstos para o ano, somam R$ 300,1 bilhões sendo R$ 266,1 bilhões da DPMFi e dívidas mobiliária e contratual externa do Tesouro Nacional e outros R$ 34 bilhões referentes à dívida do Banco Central.
O Tesouro conta com um colchão de liquidez de R$ 50,825 bilhões, segundo o secretário Levy. Esses recursos podem ser utilizados para o resgate dos papéis no caso de o Tesouro não conseguir emitir novos títulos para a rolagem da dívida. Além disso, o Tesouro contará com recursos orçamentários da ordem de R$ 55,4 bilhões para pagamento das dívida interna e externa.
Fonte: Folha Online





