06/02/2003 20h04 – Atualizado em 06/02/2003 20h04
O deputado federal Geraldo Resende (PPS-MS) vai pedir ao ministro Humberto Costa, da Saúde, que o serviço de Cardiologia do Hospital Evangélico seja credenciado para prestar atendimento aos usuários do SUS t de Dourados e região. O parlamentar quer, ainda, que o Instituto Douradense de Cardiologia (IDC) também renove o seu credenciamento e, desta forma, a população possa ter duas opções quando precisar de serviços nessa área.
O pedido de credenciamento do Evangélico será feito em audiência que está sendo marcado com o ministro da Saúde, possivelmente para o próximo dia 18, em Brasília. Geraldo Resende disse que o Hospital Evangélico preenche todas as condições e requisitos exigidos pelo Ministério da Saúde para prestar um atendimento de excelente qualidade também na área de cardiologia.
“Fomos pegos de surpresa quando ficamos sabendo que o secretário municipal de Saúde de Dourados enviou carta ao Ministério da Saúde pedindo o não credenciamento do Evangélico, sendo que o hospital preencheu toda a documentação necessária e reúne capacidade humana e técnica para prestar esse serviço. A atitude do secretário só pode ser entendida como uma forma de retaliação ao hospital, que está cobrando, do Município, o pagamento de dívidas que a Prefeitura contesta”, afirma Geraldo Resende.
Quem sofre com essa atitude, salienta o deputado, é a população. “Se a Prefeitura continuar com esse comportamento, Dourados corre o risco de não ter atendimento em cardiologia, pelo SUS”, ressalta. Por isso, o parlamentar vai pedir ao ministro Humberto Costa que não penalize a população de Dourados e região, que já enfrenta sérias dificuldades na área de saúde”.
Resende explicou que o pedido de credenciamento do Hospital Evangélico obedeceu todos os trâmites necessários, inclusive com o aval dos ex-secretários municipais de Saúde, Luis Carlos Arruda Leme e Paulo Figueiredo; do próprio deputado, na condição de secretário estadual de Saúde (cargo que ocupou de outubro de 2000 a abril de 2002) bem como do atual secretário estadual, Paulo Barcelos Esteves.
“Se o ministro da Saúde atender nossa solicitação e se o IDC resolver fizer o seu recadastramento, então teremos dois estabelecimentos altamente qualificados para atender a população na área de cardiologia e, com isso, o Município sairá ganhando”, concluiu Geraldo Resende, que também está defende que a Prefeitura acerte os débitos pendentes com o ICD e com o Hospital Evangélico, para que não haja interrupção nos serviços que são prestados atualmente pelas duas instituições.



