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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Governo da Jamaica reconhece rastafarianismo como religião

06/02/2003 17h08 – Atualizado em 06/02/2003 17h08

KINGSTON – O governo da Jamaica reconheceu ontem o rastafarianismo como religião, depois de uma sessão no Tribunal Constitucional na qual foi lembrado que a medida não inclui a legalização da maconha. Os pedidos para o reconhecimento do rastafarianismo, que defende o uso da maconha por razões religiosas, foram iniciados depois das denúncias de discriminação religiosa apresentadas por um preso, Kevin Hall.

A negativa das autoridades penitenciárias em permitir que Hall fosse batizado de acordo com a religião suscitou protestos entre os rastafáris e levou o advogado do preso, Howard Hamilton, a apresentar uma queixa alegando discriminação por causas religiosas.

A decisão de reconhecer o rastafarianismo foi tomada por acordo extrajudicial entre ambas as partes.

O reconhecimento permitirá aos presos que sigam os preceitos religiosos de sua igreja – a do ex-imperador da Etiópia Haile Selassie I, que celebra cultos em alguns lugares da ilha.

Hamilton declarou posteriormente à imprensa que iniciará ações legais para que o consumo da maconha entre os rastafarianos seja reconhecido como sacramento. Os seguidores da religião acreditam que Ras Tafari Makonnen, título e nome da pré-coroação de Haile Selassie, seja deus e por isso adotam o nome de Rastafári. Eles acreditam que a África seja uma terra prometida e aguardam um retorno ao continente.

Os seguidores do movimento reconhecem a maconha como um sacramento, vivem rodeados pela natureza e adotam uma dieta vegetariana. As letras das músicas de reggae, estilo musical popularizado por Bob Marley, divulgaram as mensagens rastafarianas internacionalmente.

Fonte: Agência EFE

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