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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Mercosul combaterá a fome no continente

06/02/2003 10h35 – Atualizado em 06/02/2003 10h35

MONTEVIDÉU – O Mercosul coordenará suas políticas sociais durante uma reunião de representantes presidenciais que será realizada em março em Assunção com o objetivo de combater a fome na região, informou nesta quarta-feira o chanceler argentino Carlos Ruckauf.

Em outra decisão adotada na reunião dos chanceleres da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, ficou estabelecido que o bloco regional vai negociar de forma conjunta todas as áreas do processo de criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), posição defendida com muita ênfase pelo chanceler brasileiro Celso Amorim.

Os quatro países do Mercosul decidiram apresentar uma proposta conjunta nas áreas de bens e serviços e adiar para março ou, mesmo, abril uma definição sobre os setores pendentes.

Assim, no dia 15, quando termina o prazo da apresentação das propostas para a Alca, os quatro países apresentarão uma lista com ofertas de liberalização dos setores de bens industriais e de bens agrícolas.

O setor de serviços será apresentado posteriormente, quando estiver definida uma proposta única.

Ficou adiada a entrega das propostas das áreas de investimento e compras governamentais, que será objeto de negociações no bloco para, também, a elaboração de uma posição comum.

Assim, prevaleceu a tese brasileira, defendida pelo chanceler Celso Amorim, de que a apresentação individual de propostas nas áreas de compras governamentais e investimentos, enfraqueceria o poder do Mercosul.

Apoio do Brasil

Há três anos afetado pelas crises econômicas e políticas de seus países membros, o Mercosul mudará com o apoio do novo governo brasileiro, assegurou esta quarta-feira o chanceler paraguaio José Moreno Ruffinelli.

Ao falar na cerimônia de inauguração da reunião de chanceleres que se celebra esta quarta-feira, em Montevidéu, Moreno – que exerce a presidência temporária do processo de integração sub-regional – foi enfático ao afirmar que “as coisas vão mudar”.

O chanceler também assegurou que este encontro em nível ministerial marca “um momento trascendente do Mercosul pela força com que é apoiado pelo novo governo brasileiro”.

Além de Ruffinelli, participam da reunião seus colegas Carlos Ruckauf, da Argentina, Celso Amorim, do Brasil, e Didier Opertti, do Uruguai.

Iraque

Em sua reunião, o Mercosul também examinou a atual crise do Iraque e declarou que somente o Conselho de Segurança da ONU pode resolver o uso da força contra o regime iraquiano, segundo o chanceler paraguaio José Moreno Rufinelli.

Referindo-se ainda às atuais tensões internacionais, os chanceleres do Brasil, Celso Amorim; da Argentina, Carlos Ruckauf; do Paraguai, José Moreno Ruffinelli, e do Uruguai, Didier Opertti, reiteraram seu repúdio ao terrorismo e a proliferação de armas de destruição em massa.

Fonte:CNN

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