20/03/2003 07h54 – Atualizado em 20/03/2003 07h54
Opresidente do Sindinmetro (Sindicato dos Trabalhadores da Agência Estadual de Metrologia), José Luiz de Oliveira, protocolou ontem no MPE (Ministério Público Estadual) e no Tribunal de Contas do Estado, pedido de auditoria nas contas do Inmetro (Agência Estadual de Metrologia) em Mato Grosso do Sul referente ao exercício financeiro de 2001/2002. Existem denúncias de supostas irregularidades no órgão. As denúncias são baseadas em reportagens divulgadas pela imprensa apontando suposto desvio de recursos e atingem o então diretor-presidente do órgão, Paulo Renato Dolzan, atualmente ocupando o cargo de Superintendente de Apoio Administrativo e Operacional da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública. Dolzan entregou o cargo em dezembro do ano passado, quando o governador Zeca do PT concluiu o seu primeiro mandato. Para o seu lugar foi indicado, no início deste ano, o ex-prefeito de Sidrolândia, Daltro Fiúza. A solicitação também foi requerida ao presidente nacional do Inmetro, Armando Mariante Carvalho, e ao procurador-chefe do órgão, Rodrigo Leandro Pereira. O Sindinmetro pediu também que a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a Superintendência da Polícia Federal acompanhem as investigações. “Tal solicitação prende-se ao fato de estarem sendo veiculadas em vários órgãos de imprensa do Estado, notícias dando conta de que há fortes indícios de irregularidades administrativas e financeiras, advindas na gestão de 2001 a 2002”, diz trecho do documento endereçado ao procurador-geral de Justiça, Sérgio Luiz Morelli, ao presidente do TCE, José Ancelmo dos Santos, ao presidente da OAB, Wladimir Rossi Lourenço, e ao superintendente da Polícia Federal, Wantuir Jacini. Dever legal Apesar da iniciativa de pedir a auditoria, o dirigente sindical preferiu não dar detalhes sobre os valores supostamente desviados. José Luiz limitou-se a afirmar que cumpre apenas um dever legal, como homem público, de buscar esclarecimento dos fatos por meio das autoridades competentes. “Cabe às autoridades constituídas a obrigação constitucional de apurar a existência de possíveis atos ilícitos no poder público. Agora, se elas existem ou não, não é de nossa competência”, disse o sindicalista, referindo-se as acusações.







