28/03/2003 14h52 – Atualizado em 28/03/2003 14h52
SÃO PAULO – O mercado de câmbio teve uma manhã agitada, mas de tranqüilidade. Depois de uma ligeira volatilidade, o dólar terminou o período em baixa de 0,50%, cotado a R$ 3,366 na compra e R$ 3,368 na venda, na mínima do dia. O noticiário de guerra não trouxe novidades significativas e, mesmo com o mau humor nas bolsas internacionais, houve espaço para o mercado se concentrar no cenário doméstico. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou a primeira etapa do pregão viva-voz de hoje em alta de 1,41%, com o Índice Bovespa em 11.392 pontos. O volume financeiro às 13h30m era de R$ 179,9 milhões. No mesmo horário, o Índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, recuava 0,15%.
A bolsa paulista iniciou o dia em alta, perdeu fôlego com a abertura das bolsas americanas, mas logo voltou a subir. A apreciação das ações é gerada por fatores essencialmente internos, como a queda do dólar e a alta dos títulos da dívida externa. Também a inflação menor medida pelo IGP-M anima os investidores, que vêem menores chances de alta dos juros.
O fato de hoje ser o penúltimo dia do mês também favorece as altas, uma vez que os administradores de fundos costumam inflar as ações para conseguir melhor desempenho nas suas carteiras. Até ontem, a Bovespa acumulava alta de 9,2% em março. Segundo operadores, o volume de negócios hoje pode crescer, devido à antecipação de operações que seriam feitas na segunda-feira. É que nesse dia começa a funcionar o novo pregão Mega Bolsa (sistema eletrônico de negociação), o que leva alguns investidores a evitar operações num dia como esse.
Telemar PN, ação mais negociada da bolsa, fechou a manhã em alta de 2,08%, acima da média do mercado. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores altas são de Tele Celular Sul ON (+7,7%) e Acesita PN (+4,4%). Já as quedas mais significativas do índice são de Tele Leste Celular PN (-2,3%) e Celesc PNB (-2,2%).
CÂMBIO – As oscilações foram comandadas principalmente pelo fluxo cambial, que ficou positivo graças a operações de venda concentradas em uma única instituição. As boas notícias continuaram a chegar, por meio de contas públicas e indicadores de inflação. Teve reflexo bastante positivo – principalmente nos juros- o resultado do IGP-M de março, divulgado no final da tarde de ontem. A taxa ficou em 1,53%, contra 2,28% de fevereiro. Ainda no rol das boas notícias esteve o superávit primário de US$ 7,6 bilhões no mês passado.
- O dia foi tranqüilo, apesar de agitado pelas operações de entrada e saída. Mas não descarto uma leve pressão sobre o dólar no período tarde, como costuma acontecer às sextas-feiras. A guerra não tem atrapalhado o nosso mercado, mas o investidor prefere a cautela – disse um gerente de mesa de um banco nacional.
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para liquidação em abril está em R$ 3,371, com baixa de 0,58%. As projeções dos juros acompanharam a tendência do dólar e da inflação e se ajustaram para baixo. O Depósito Interfinanceiro (DI) de julho, o mais negociado, está em 26,77% ao ano, contra 26,88% do fechamento de ontem.




