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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Notebooks para todos os gostos e bolsos

28/03/2003 15h30 – Atualizado em 28/03/2003 15h30

Com a queda nas vendas dos computadores de mesa verificada nos últimos anos, os fabricantes parecem estar voltando o foco de suas estratégias de produtos para os micros portáteis. Só que agora com uma nova postura, uma vez que esses equipamentos há muito deixaram de ser uma barganha tecnológica, em que se sacrificava o desempenho pelo simples atrativo da mobilidade. Como aconteceu no passado com os aparelhos de TV, pode ser que a preferência do consumidor na hora de comprar o próximo computador de casa ou do escritório recaia sobre um modelo portátil, que além, é claro, da flexibilidade de poder levá-lo para qualquer lugar debaixo do braço, tem à sua disposição máquinas mais potentes, fáceis de manusear e com design mais caprichado. E se quiser, o usuário pode até aposentar de vez a TV, já que muitos possibilitam assistir filmes em DVD confortavelmente.

Depois do monitor LCD, das câmeras digitais e das heroínas de jogos de computador – não necessariamente nessa ordem –, os notebooks talvez sejam os equipamentos mais desejados no mundo da computação pessoal: são versáteis, elegantes e dão até a sensação de poder para seu usuário. Mas ao contrário de uma roupa bem-cortada ou de um carro último tipo, poucas pessoas realmente compram notebooks apenas para impressionar seus parentes e amigos. Sob um certo ponto de vista, os notebooks podem ser encarados como uma ferramenta de produção pessoal que pode acompanhar o usuário onde quer que esteja, mesmo longe de sua casa ou local de trabalho.

Os portáteis atuais são destinados essencialmente a profissionais, que podem variar de um alto executivo a um estudante universitário, passando por engenheiros, profissionais liberais e técnicos de suporte, até profissionais de vendas. A multiplicidade de perfis de consumidores faz com que os fabricantes ofereçam uma diversidade de modelos, de modo a atender a cada tipo de aplicação e a todos os gostos e bolsos. Diante disso, neste comparativo procuramos analisar somente os dois extremos da cadeia alimentar dos computadores portáteis: os chamados modelos básicos de entrada e os que compõem o topo de linha, também conhecidos como power notebooks.

Os modelos básicos – também chamados de entry level – são os carros populares do mundo da computação móvel. Na maioria dos casos, são configurações modestas que procuram economizar no que for possível, sem comprometmeter a funcionalidade do equipamento, o que pode incluir o uso de processadores menos potentes ou discos de menor capacidade, ou o uso de leitoras de CD-ROM em vez de DVDs ou CD-RWs.

Apesar dessa descrição pouco atrativa, os modelos básicos têm boa aceitação no mercado, principalmente devido ao custo mais acessível e a popularização desses equipamentos entre equipes de vendas. Devido a importância dada à funcionalidade, esses notebooks normalmente são do tipo tudo-em-um, isto é, já trazem todos os componentes embutidos em seu gabinete (como a leitora de disquete e CD), o que contribui para o aumento de seu volume, mas diminui o número de acessórios.

Já os portáteis topo de linha podem ser considerados os modelos de luxo da categoria, equipados com todos os opcionais e inovações tecnológicas, e são capazes de executar quase que todas as tarefas de um computador de mesa. Todos os superlativos também podem ser usados para caracterizar esses notebooks: processador mais veloz, tela maior, disco de maior capacidade, unidade CD-RW ou DVD como item de série, baterias tecnologicamente mais avançadas, além de novos recursos sistemas de comunicação sem fio. Por serem considerados o estado da arte na época em que foram lançados, os topo de linha são, também, os que sentem mais o peso da obsolescência e os que se desvalorizam mais rapidamente.

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