28/03/2003 14h32 – Atualizado em 28/03/2003 14h32
A adesão ao PGNN (Programa de Qualidade Nelore Natural) vai representar incentivos de até R$ 18 por animal e 1% sobre o valor da arroba, que serão concedidos com redução de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Serviços e Mercadorias). Criado pela parceira entre governo do Estado, Associação dos Criadores de Nelore do Brasil e Frigorífico Marfrig, o programa foi lançado nesta sexta-feira na Expogrande 2003, em Campo Grande.
A proposta lançada hoje será enquadrada no Programa de Qualidade e Conformidade do Nelore, que engloba também o Vitelo Pantaneiro e o Novilho Precoce, revelou o superintende de Agricultura e Pecuária da Secretaria de Produção, Benedito Mário.
O Nelore Natural é uma proposta de mudança nas relações de mercado. Prevê que a carne seja procedente de animais da raça Nelore, criados a pasto, em período limitado de confinamento ou semi-confinamento.
Abate de nelore natural em MS dobrará, prevê criador:
O número de abate anual de nelore natural em Mato Grosso do Sul vai terá aumento de 100%, com a inclusão do Estado no Programa de Qualidade Nelore Natural. A previsão foi feita nesta sexta-feira, durante lançamento do programa na Expogrande 2003, pelo presidente da Associação de Criadores de Nelore do Brasil, Carlos Viacava.
Atualmente, Mato Grosso do Sul abate 100 mil nelores naturais por ano, segundo Viacava. Na sua avaliação, a qualidade do rebanho sul-mato-grossense coloca o Estado em situação confortável no programa. “Aqui a gente tem só animais de ponta”, avaliou. Por enquanto, a iniciativa do setor em Mato Grosso do Sul está concentrada em Camapuã, distante 140 quilômetros de Campo Grande. Uma das condições principal para que os criadores se enquadem no programa é criar o animal somente a pasto.
No Programa Nelore Natural, o criador se responsabiliza pela não utilização de ração que contenha qualquer produto de origem animal e outros produtos proibidos por lei, inclusive implantes hormonais.



