01/04/2003 14h24 – Atualizado em 01/04/2003 14h24
SÃO PAULO – O mercado de câmbio iniciou o mês de abril em clima otimista e manteve o dólar em baixa pelo quarto dia consecutivo. A moeda americana fechou a manhã desta terça-feira em queda de 0,86%, cotada a R$ 3,321 na compra e R$ 3,326 na venda. O dia é de poucas notícias, mas o fluxo cambial é positivo e os investidores permanecem animados com o ambiente doméstico positivo. O C-Bond voltou a subir com força e o risco-país ameaça cair abaixo de 1.000 pontos-base, o que não ocorre desde o final de maio do ano passado.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou a primeira parte do pregão viva-voz de hoje contabilizando alta de 1,54%, com o Índice Bovespa em 11.447 pontos. O volume financeiro às 13h30m era de R$ 222,9 milhões. As reação das bolsas na Europa e Estados Unidos e a confiança no cenário doméstico incentivam as ordens de compras de ações neste início do mês de abril.
Os indicadores econômicos positivos e os ingressos de recursos externos no país continuam a manter os investidores tranqüilos, mesmo em meio às incertezas da guerra no Iraque. Em março, o Ibovespa subiu 9,66%.
Nesta terça, o mercado se anima com o acordo para votação da emenda ao artigo 192 da Constituição Federal, que trata do sistema financeiro (o que inclui a autonomia do Banco Central).
Telemar PN, ação mais negociada da bolsa, fechou a manhã em alta de 1,70%. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores altas foram de Bradespar PN (+12,5%) e Braskem PNA (+7,4%). Já as quedas mais significativas do índice são de CSN ON (-3,5%) e VCP PN (-1,1%).
RISCO – Os índices de percepção do risco Brasil intensificam a trajetória de melhora. Segundo o Valor Online, por volta das 12h20m, o EMBI+ brasileiro apontava queda de 4,53% frente ao fechamento de ontem, somando 1.011 pontos.
O principal título da dívida externa brasileira, o C-Bond, sobe 1,48% e é negociado nos mercados internacionais a 80,44% de seu valor de face.
CÂMBIO – Além dos bons resultados da balança comercial, das contas públicas e captações externas, os investidores repercutem positivamente o acordo fechado no Congresso para a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) sobre o sistema financeiro. O noticiário de guerra tem estado em segundo plano, com impacto bastante limitado sobre os preços dos ativos brasileiros. Nesta terça, no entanto, a melhora das bolsas internacionais acaba por colaborar para a tranqüilidade do mercado brasileiro.
Em março, mês em que teve início a tão temida guerra dos Estados contra o Iraque, o dólar caiu 6,15% e foi uma das piores aplicações do mês. A crescente confiança no governo brasileiro e os altos rendimentos que os ativos brasileiros proporcionam, acabaram por eleger o país como uma boa alternativa de investimento em tempos de guerra. Com isso, o C-Bond, principal título da dívida externa já subiu 18% no acumulado do ano.
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para liquidação em maio está em R$ 3,381, com baixa de 0,73%. Os juros futuros acompanharam o dólar e se ajustaram para baixo. O Depósito Interfinanceiro (DI) de julho, o mais negociado, está em 26,67% ao ano, contra 26,79% do fechamento de ontem.





