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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Brasil e Rússia pedem o fim da guerra

02/04/2003 15h26 – Atualizado em 02/04/2003 15h26

MOSCOU (CNN) — O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, na condição de coordenador do Grupo do Rio, e seu colega russo, Igor Ivanov, emitiram nesta terça-feira, ao término de um encontro em Moscou, um apelo conjunto a Estados Unidos e Grã-Bretanha para que suspendam a campanha militar no Iraque.

Amorim viajou à Europa acompanhado dos chanceleres que também fazem parte da chamada “troika” do Grupo do Rio: Allan Wagner, do Peru, e Roberto Tovar, da Costa Rica.

Além do fim da guerra, os ministros defenderam a reforma da Organização das Nações Unidas.

Falando à imprensa em nome do Grupo do Rio, Wagner ressaltou a convergência de opiniões entre a América Latina e a Rússia.

“As ações militares devem cessar o mais rapidamente possível com um número mínimo de vítimas humanas”, disse.

Por sua vez, Ivanov destacou a necessidade de a ONU agir com maior rigor no cenário dos conflitos mundiais.

“A Rússia e os países da América Latina são a favor do reforço do papel da ONU e dos princípios do direito internacional com base no fato de que essa instituição deve solucionar todas as questões contenciosas, incluindo os conflitos internacionais graves”, afirmou o ministro russo.

Antes do encontro com Ivanov, Amorim foi recebido pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Os dois líderes comprometeram-se com o fortalecimento das relações bilaterais e Amorim aproveitou para convidar Putin a visitar o Brasil em 2004, quando o país assumirá a presidência do Grupo do Rio.

Putin, por sua vez, elogiou a mobilização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela paz mundial.

Nas semanas que antecederam o início da guerra no Iraque, Lula manteve contato permanente com o presidente da França, Jacques Chirac – o líder da oposição européia à guerra -, e com o chefe do governo alemão, Gerhard Schroeder, que também assumiu posição contrária à de Washington.

Celso Amorim visitará Paris nesta quarta-feira e se encontrará com o chanceler francês, Dominique de Villepin. No dia seguinte, retornará ao Brasil.

Com informações da Agência Brasil e France Presse

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