02/04/2003 16h48 – Atualizado em 02/04/2003 16h48
O Estado de Mato Grosso do Sul já registrou 19.451 casos de pessoas com conjuntivite, segundo planilha divulgada hoje pela Vigilância Epidemiológica do Estado.
Em Campo Grande foram notificados 7.471 casos. A situação mais grave está na cidade de Bodoquena, a 251 quilômetros de Campo Grande, em que metade dos 8.352 habitantes está com conjuntivite, cerca de 4.020 casos já foram notificados. Em terceiro lugar está a cidade de Corumbá com 1.636.
Segundo a enfermeira sanitarista e coordenadora estadual de vigilância epidemiológica de Mato Grosso do Sul, Clarice Machado, na Capital nunca houve uma epidemia de conjuntivite nessas proporções. De acordo com a coordenadora as causas do surto de conjuntivite podem ter várias etiologias e serem causadas por bactérias ou vírus. Para isso, as origens da conjuntivite, que podem ser virais ou bacterianas, estão sendo analisadas pelo Lacen (Laboratório Central) de Campo Grande e pelo Instituto Adolph Lutz de São Paulo.
De acordo com Clarice, esses números podem estar fora do quantitativo porque várias pessoas não procuram os centros de saúde.
O que é- A conjuntivite é uma infecção ocular que envolve uma ou mais camadas da conjuntiva, um tecido do olho, geralmente causada por uma bactéria ou vírus, mas pode ser alérgica ou tóxica. O surto atual, pelas características clínicas e epidemiológicas verificadas, pode ser de origem viral. Materiais foram coletados e encaminhados para o diagnóstico laboratorial para a identificação do agente que está causando a doença.
A transmissão pode ser pelas mãos, por toalhas, em piscinas não tratadas e principalmente pelo contato direto com pessoas contaminadas. Os locais fechados são os mais perigosos. Na maior parte dos casos, os sintomas da doença desaparecem entre sete e dez dias, sem deixar seqüelas.
Recomendações:
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Procurar assistência médica na ocorrência de sinais e sintomas de conjuntivite;
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Evitar a auto-medicação;
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Usar compressa de água gelada ou soro fisiológico;
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Evitar “esfregar os olhos”, “coçar os olhos”;
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Evitar o uso de maquiagem;
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Trocar de fronha diariamente;
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Caso ocorra sinais e sintomas de conjuntivite, evitar freqüência a locais com aglomerações (escolas, creches e locais de trabalho);
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Cuidados redobrados em relação à higiene: lavagem das mãos, uso individual de sabonetes, toalhas e outros utensílios de uso individual.






