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sexta-feira, 12 de junho de 2026

MS registra mais de 19,4 mil casos de conjuntivite

02/04/2003 16h48 – Atualizado em 02/04/2003 16h48

O Estado de Mato Grosso do Sul já registrou 19.451 casos de pessoas com conjuntivite, segundo planilha divulgada hoje pela Vigilância Epidemiológica do Estado.

Em Campo Grande foram notificados 7.471 casos. A situação mais grave está na cidade de Bodoquena, a 251 quilômetros de Campo Grande, em que metade dos 8.352 habitantes está com conjuntivite, cerca de 4.020 casos já foram notificados. Em terceiro lugar está a cidade de Corumbá com 1.636.

Segundo a enfermeira sanitarista e coordenadora estadual de vigilância epidemiológica de Mato Grosso do Sul, Clarice Machado, na Capital nunca houve uma epidemia de conjuntivite nessas proporções. De acordo com a coordenadora as causas do surto de conjuntivite podem ter várias etiologias e serem causadas por bactérias ou vírus. Para isso, as origens da conjuntivite, que podem ser virais ou bacterianas, estão sendo analisadas pelo Lacen (Laboratório Central) de Campo Grande e pelo Instituto Adolph Lutz de São Paulo.

De acordo com Clarice, esses números podem estar fora do quantitativo porque várias pessoas não procuram os centros de saúde.

O que é- A conjuntivite é uma infecção ocular que envolve uma ou mais camadas da conjuntiva, um tecido do olho, geralmente causada por uma bactéria ou vírus, mas pode ser alérgica ou tóxica. O surto atual, pelas características clínicas e epidemiológicas verificadas, pode ser de origem viral. Materiais foram coletados e encaminhados para o diagnóstico laboratorial para a identificação do agente que está causando a doença.

A transmissão pode ser pelas mãos, por toalhas, em piscinas não tratadas e principalmente pelo contato direto com pessoas contaminadas. Os locais fechados são os mais perigosos. Na maior parte dos casos, os sintomas da doença desaparecem entre sete e dez dias, sem deixar seqüelas.

Recomendações:

  • Procurar assistência médica na ocorrência de sinais e sintomas de conjuntivite;

  • Evitar a auto-medicação;

  • Usar compressa de água gelada ou soro fisiológico;

  • Evitar “esfregar os olhos”, “coçar os olhos”;

  • Evitar o uso de maquiagem;

  • Trocar de fronha diariamente;

  • Caso ocorra sinais e sintomas de conjuntivite, evitar freqüência a locais com aglomerações (escolas, creches e locais de trabalho);

  • Cuidados redobrados em relação à higiene: lavagem das mãos, uso individual de sabonetes, toalhas e outros utensílios de uso individual.

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