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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Reabertura das exportações anima suinocultores

02/04/2003 16h49 – Atualizado em 02/04/2003 16h49

A liberação das exportações de carne suína pela Rússia vai incrementar a produção em Mato Grosso do Sul. A informação é da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul).

As exportações foram retomadas este mês após três meses de embargo imposto pela contaminação do rebanho catarinense pelo mal de Aujeski, doença que atinge o animal mas não contamina a carne.

Dados da Secretaria Estadual de Agricultura de Santa Catarina revelam que o Estado é o principal fornecedor de carne brasileira para a Rússia, com 80% das exportações.

A retomada das exportações anima os produtores sul-mato-grosssenses. O Estado é o principal fornecedor de carne suína para Santa Catarina. De acordo com a Delegacia Federal de Agricultura (DFA), em 2002, 97,8% da produção de carne suína resfriada com osso foi enviada àquele Estado. Santa Catarina também recebeu 94,5% da carne congelada com osso produzida em Mato Grosso do Sul.

De acordo com levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a produção de suínos, em 2001, chegou a 740 mil cabeças em Mato Grosso do Sul. A expectativa é a produção seja de 960 mil animais este ano.

A assessora economia da Famasul, Adriana Mascarenhas, alerta que a produção de milho também deva aumentar no Estado. “O milho é a base da alimentação dos suínos. O que significa aumento da área plantada”, analisa.

As principais regiões produtoras de suínos em Mato Grosso do Sul são Dourados e São Gabriel do Oeste. Adriana explica que os animais abatidos são enviados para Santa Catarina, pois, naquele Estado estão os frigoríficos que embalam a carne para a exportação.

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