03/04/2003 16h44 – Atualizado em 03/04/2003 16h44
BAGDÁ – Armando o cenário para o que poderá ser a amplamente anunciada batalha por Bagdá, forças dos EUA lançaram nesta quinta-feira um ataque para assumir o controle do Aeroporto Internacional Saddam, localizado a cerca de 16 quilômetros do centro da capital. Correspondentes que acompanham a 3ª Divisão de Infantaria do Exército americano disseram ter ouvido o som de artilharia antiaérea e rajadas de metralhadoras perto do aeroporto, momentos depois de a noite cair sobre Bagdá.
Espera-se que a Guarda Republicana, que tem seis divisões das melhores tropas do Iraque, resista fortemente à qualquer tentativa americana ou britânica de invadir a capital. No entanto, os poderosos bombardeios de 15 dias de guerra parecem ter eliminado grande parte do poder de combate destas tropas – o suficiente para que, na madrugada desta quinta-feira, os soldados americanos estivessem a 10 quilômetros da capital.
Depois de a noite ter caído sobre Bagdá, faltou energia elétrica em grandes partes da cidade. O chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas americanas, general Richard Meyers, disse que as forças da coalizão anglo-americana não tinham alvejado o sistema de energia elétrica e se recusou a especular o que poderia ter cortado a eletricidade da capital.
À medida que a corda se apertava em torno de Bagdá, o presidente George W. Bush disse, otimista, que “o cerco estava se fechando e os dias do regime brutal terminando”. Em visita à base de marines em Camp Lejeune, Carolina do Norte, Bush saudou a contribuição dos fuzileiros navais na guerra para derrubar Saddam, que segundo ele está proxima do sucesso.
- Tendo viajado centenas de quilômetros, agora iremos aos últimos metros – disse o presidente, prometendo aceitar “nada além da vitória completa e final”.





