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sábado, 13 de junho de 2026

Iraque diz que esta noite tomará document.write Chr(39)medida não

04/04/2003 13h47 – Atualizado em 04/04/2003 13h47

BAGDÁ – O ministro da Informação do Iraque, Mohammed Said al-Sahaf, afirmou que seu país cometerá “ações não-convencionais” na noite desta sexta-feira contra as forças americanas que assumiram o controle do Aeroporto Internacional de Bagdá. A declaração foi imediatamente interpretada por correspondentes que entrevistavam Sahaf como ameaça explícita de uso de armas químicas ou biológicas. No entanto, indagado se essa era a intenção dos comandantes iraquianos, Sahaf disse que seu país não tinha intenção de usar armas de destruição em masa:

  • Não, de jeito nenhum. Mas continuaremos com operações de martírio – disse ele, sem explicar ao que se referia.

Os EUA e a Grã-Bretanha invadiram o Iraque no dia 20 de março, acusando o presidente Saddam Hussein de esconder armas químicas e outras armas não-convencionais, acusação que Bagdá nega. Os aliados anglo-britânicos ainda não conseguiram comprovar suas acusações.

Nesta sexta-feira, no entanto, os EUA anunciaram a descoberta de milhares de caixas contendo pó branco, antídoto contra gás do nervo e documentos em árabe sobre como travar batalhas numa guerra química em duas instalações industriais ao sul de Bagdá. Os americanos também descobriram o que acreditam ser um centro de treinamento para guerrilha biológica, química e nuclear no deserto oeste do Iraque, disse o general de brigada americano Vincent Brooks nesta sexta-feira.

O coronel John Peabody, da 3ª Divisão de Infantaria americana, disse que parte do material suspeitos foi encontrada nesta sexta-feira no complexo industrial de Latifiyah, localizado a cerca de 40 quilômetros ao sul da capital iraquiana.

  • É claramente um local suspeito – disse ele.

A instalação em Latifiyah havia sido identificada pelos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que buscavam armas de destruição em massa no Iraque, como local suspeito de fabricar armas químicas, biológicas ou nucleares. Os inspetores da ONU visitaram o local ao menos 12 vezes, a mais recente delas no dia 18 de fevereiro deste ano. A instalação é parte de um complexo conhecido como Usina al-Qa Qaaa de Explosivos e Munição de Latifiyah. Durante a Guerra do Golfo, em 1991, jatos americanos bombardearam o local.

Uma das garrafas encontradas no local tinha um rótulo onde se lia a palavra “tabun” – um agente do nervo que o governo dos EUA diz que poderia ter sido usado na guerra entre Irã e Iraque (1980 a 1988). De acordo com o general de brigada Vincent Brooks, os soldados encontraram apenas uma pequena quantidade da substância, indicando que o local era usado para treinamento, não para armazenamento de armas químicas.

  • Neste local particular, acreditamos que aquela seja a única amostra – disse Brooks.

Fotos do local mostram prateleiras de garrafas marrons com rótulos amarelos. As garrafas foram coletadas para testes. No dia 1 de abril, o vice-presidente do Iraque, Taha Yassin Ramadan, repetiu em declaração à TV iraquiana que Bagdá não tinha armas de destruição em massa. Referindo-se a relatos de que máscaras de gás e outros equipamentos de guerrilha química foram encontrados em outros locais do país, ele afirmou que a coalizão anglo-americana poderia “plantar” armas de destruição em massa para incriminar o Iraque.

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