04/04/2003 08h01 – Atualizado em 04/04/2003 08h01
O Procon já ofereceu denúncia ao Ministério Público Estadual sobre a possibilidade de existir a prática de cartel na comercialização do gás de cozinha em Dourados. Segundo a diretora do órgão de defesa do consumidor, Odila Schwingel Lange, até agora a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor não se pronunciou sobre a denúncia. As denuncias foram feitas no ano passado, segundo a diretora. Em janeiro foi encaminhado o primeiro ofício. Depois, em junho, o Procon chegou a encaminhar anexo a uma nova denuncia pesquisa da cidade de Ponta Porã, revelando que naquela cidade o gás era vendido por quase a metade do preço. Odila revela que há muita reclamação da comunidade sobre o preço do gás de cozinha. “Nós já encaminhamos duas vezes a denúncia; agora cabe ao MP apurar. Isto não é nossa atribuição”, diz. “A única coisa que podemos fazer é publicar mensalmente a pesquisa de preços para que as pessoas possam procurar os lugares onde os preços são mais em conta”, complementa. O Diário MS tentou falar ontem sobre a denuncia com o promotor de defesa do consumidor, Marcos Sisti, mas foi informado que ele está de férias. A promotora que estaria respondendo pela pasta estava em audiência e não pode atender a reportagem. Ontem, o Procon distribuiu uma nova pesquisa de preços de venda ao consumidor do gás de cozinha em Dourados. Essa pesquisa foi realizada ontem mesmo entre os distribuidores do produto na cidade. A maioria das 53 empresas pesquisadas – 37 delas – pratica preços que variam entre R$ 37 a 38,60 pelo botijão de 13 quilos. Apenas 5 distribuidora vendem o gás com preço abaixo de R$ 35. O gás mais barato é encontrado na Bicicletaria do Gaúcho, localizada no Jardim Canaã III, a R$ 31,50. O mais caro é vendido a R$ 39 por duas empresas. A diferença enorme entre o mais barato e o mais caro gera suspeitas de que as empresas podem estar auferindo lucros exorbitantes. Dourados apareceu em pesquisa nacional da Secretaria de Direito Econômico, anteontem, como um das seis cidades do Brasil onde o gás de cozinha é vendido mais caro. Estas cidades praticam preços acima de R$ 30 o botijão. Em algumas cidades brasileiras a secretária já está instaurando processos para averiguar a possibilidade de prática de cartel, como é o caso de Indaiatuba-SP e Paranavaí-PR.




