08/04/2003 08h37 – Atualizado em 08/04/2003 08h37
A AMA (Associação Maracajuense de Agricultores) reuniu sua diretoria sexta-feira, no plenário da Câmara Municipal e debateu junto com autoridades, associados e produtores rurais diversos interesses da classe. A entidade presidida pelo produtor Germano Bellan tem buscado várias soluções para problemas que o agricultor enfrentou com relação a securitização (alongamento de dívidas), e com recálculo das dívidas, onde segundo Bellan tem alcançado resultados satisfatórios. “Esta união vem a beneficiar e somar forças para que solucionamos parte dos problemas com relação a estas dívidas que já vem de alguns anos”. Lembrou que uma das principais reivindicações da classe hoje é quanto à prorrogação do prazo para a formalização da securitização e ajuizamento de ação civil pública visando obter benefícios decorrentes da Lei 9.138/95. Bellan acredita que a força e a união em prol de um mesmo interesse darão respaldo para que associação. Ele disse que em 1987 existia o monopólio do trigo e o governo tanto financiava quanto comprava o produto e tinha um compromisso de viabilizar a economia, baseando no preço que remunerasse o produtor. Porém segundo entenderam os agricultores, naquele ano o Governo não cumpriu os compromissos com a classe produtora e pagou valores inferiores ao custo de produção. A AMA, então fundada na época obteve a sua primeira vitória. 195 tritricultores (plantadores de trigo) de Maracaju e região receberam uma indenização do Governo Federal. Outros mil agricultores, também sob os cuidados da associação que ainda entraram em tempo hábil com a ação, aguardam a decisão e os valores para receber. As indenizações totalizam R$ 60 milhões.





