08/04/2003 15h09 – Atualizado em 08/04/2003 15h09
Depois de duas semanas de ataques aéreos e de combates na rua, a cidade de Basra, no sul do Iraque, agora sofre saques generalizados.
Os saques começaram na segunda-feira, depois da ocupação da segunda maior cidade iraquiana pelas forças britânicas, o que ocorreu na noite de domingo.
De acordo com relatos de moradores e dos próprios soldados britânicos, centenas de pessoas estão entrando em hospitais, escolas, bancos e hotéis e retirando tudo o que podem.
Geladeiras, ventiladores de teto, lâmpadas e travesseiros estão sendo levados em carrinhos de supermercado pela cidade, e até um piano foi visto sendo retirado de um hotel da cidade.
Reclamações
Segundo jornalistas em Basra, os moradores da cidade já estão reclamando dos recém-instalados soldados britânicos uma solução para o problema dos saqueadores.
As autoridades britânicas que estão no local dizem que não podem controlar o caos e que a função delas não é de polícia.
De acordo com o major-general Peter Wall, comandante das forças britânicas no Catar, “não dá para prever como as pessoas reagem depois de serem libertadas de 20 anos de repressão”. O comandante disse esperar que as coisas “se acomodem” nos próximos dias.
Os britânicos prometem tratar do assunto depois que assegurem a cidade da possibilidade de ataques de forças leais a Saddam Hussein.
As forças britânicas já indicaram um xeque da região para liderar a formação de uma autoridade civil depois da guerra. O nome do xeque não foi divulgado.
Os britânicos querem estabelecer em Basra a primeira administração já controlada pelos iraquianos e tentar mobilizar o que sobrou da força policial na cidade o mais rápido possível para lidar com o problema dos saques.




