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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Dólar consolida alta. Bovespa já cai mais de 1%

08/04/2003 11h23 – Atualizado em 08/04/2003 11h23

SÃO PAULO – O dólar comercial parece ter consolidado em poucos minutos a tendência de alta nesta terça-feira, colocando fim a uma seqüência de oito quedas consecutivas. Às 11h47m, a moeda americana era negociada por R$ 3,173 na compra e R$ 3,178 na venda, na máxima do dia, com alta de 0,72%. Segundo informam as mesas de operações, três fatores contribuem para a pressão. Um deles são boatos, sem qualquer confirmação, de que o Banco Central (BC) estaria consultando mesas de alguns bancos para colher opiniões sobre o patamar ideal do dólar.

Já a Bovespa acelerou o ritmo de queda nesta manhã, interrompendo a seqüência de cinco altas seguidas. Às 11h23m, o Índice Bovespa tinha 11.962 pontos, com recuo de 1,42%. O volume financeiro era de R$ 153,8 milhões. No mesmo horário, o índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, recuava 0,17%. O Nasdaq recuava 0,56%.

A bolsa paulista vem sustentando altas significativas nos últimos dias, favorecida pelo ingresso de recursos externos e a queda do risco-país brasileiro. Até ontem, o Ibovespa registrava valorização de 7,6% em abril. A realização de lucros já era esperada e hoje tem por influência as dúvidas quanto ao período pós-guerra do Iraque. No cenário doméstico, também preocupa a aceleração da inflação medida pelo IPC-S da FGV, que aumenta a expectativa em torno da primeira prévia do IGP-M, a ser divulgado hoje.

Telemar PN, ação mais negociada da bolsa, tem queda de 1,42%. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores quedas são de Copel PNB (-4,8%) e Eletropaulo PN (-4,8%). Já as altas mais significativas do índice são de Vale do Rio Doce PNA e ON, que sobem 1,4% e 0,8%, respectivamente.

CÂMBIO – Do lado dos fatores concretos que pressionam o dólar está uma razoável realização de lucros no mercado de títulos da dívida externa, que voltaram a pressionar o risco-país brasileiro para cima. Há pouco, o C-Bond recuava 0,67% e o risco-país avançava 1,55%, situando-se em 917 pontos-base. No mercado externo o dia também é de ajustes, por conta de preocupações com a economia mundial no pós-guerra do Iraque. Ainda ontem o mercado comemorava o que considerava o fim iminente da guerra, com a tomada de Bagdá pelas tropas de coalizão.

Profissionais do mercado também observaram nesta manhã um aumento das remessas de dólares para o exterior, liderado por importadores e empresas com compromissos externos a vencer nas próximas semanas. A cotação abaixo de R$ 3,20, pela primeira vez desde 12 de setembro, acabou por se mostrar atrativa a esses agentes financeiros, que prevêem maior resistência às quedas daqui por diante.

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