08/04/2003 19h05 – Atualizado em 08/04/2003 19h05
O 1º Fórum de Dirigentes Sindicais Bancários do Estado, realizado em Três Lagoas, no final da semana passada, entre outras questões, discutiu e avaliou as conseqüências das recentes fusões bancárias ocorridas entre Bradesco, BCN, BBVA e Mercantil Finasa.
“Apesar da diretoria do Bradesco assegurar que irá manter o mesmo quadro funcional atual em todas as agências dos bancos incorporados, a categoria está atenta para evitar eventuais demissões”, informou Altamiro Garcia Barbosa. Ele é presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Três Lagoas e Região.
Altamiro fez parte de um grupo de 10 dirigentes sindicais de Três Lagoas, 15 de Campo Grande, 3 de Ponta Porã, 3 de Naviraí e 2 de Corumbá, que participaram do Fórum de Dirigentes Sindicais, coordenado pelo presidente da Federação dos Bancários SP/MS, David Zaia.
No encontro, além desta questão, foram abordados assuntos relacionados à categoria dos bancários, dentro das anunciadas reformas previdenciárias, tributárias e trabalhistas.
“Seguindo as orientações do nosso presidente da Federação, iremos mobilizar a classe para que a reforma trabalhista não seja imposta de cima para baixo”, antecipou Altamiro.
Segundo foi apresentado no encontro dos dirigentes sindicais, “a reforma trabalhista deve ser amplamente discutida no Fórum Nacional das Centrais Sindicais”.
Os sindicatos dos bancários “estão atentos para que os direitos adquiridos, ao longo da história, sejam respeitados e mantidos”, considerou Altamiro. Ele informou que o assunto foi amplamente discutido no 1º Fórum de Dirigentes Sindicais.
REAJUSTE SALARIAL
Quanto ao reajuste salarial da classe, as discussões ainda não começaram, apesar do assunto haver feito parte da pauta do Fórum de Dirigentes Sindicais.
Zaia aconselhou os dirigentes sindicais a não reivindicarem antecipação salarial, mesmo que as atuais perdas já estejam ultrapassando a casa dos 14%.
No entanto, o presidente da Federação dos Bancários não descartou a possibilidade de levar a questão à direção da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Segundo Zaia, “é importante que sejam respeitados os acordos do dissídio coletivo da classe, ainda em vigência, até 31 de agosto”.




