10/04/2003 19h39 – Atualizado em 10/04/2003 19h39
Bairros como Jardim Novo Aeroporto, Jardim Morumby, Interlagos e Parque São Carlos têm seu crescimento prejudicado, devido à existência de grandes áreas de terrenos, de um só dono.
A especulação imobiliária, aliada ao desinteresse de desmembramento dessas grande áreas, está criando dificuldades para a classe menos favorecidas adquirir um terreno e construir sua casa própria.
A observação partiu de um dono de imobiliária, que não quis identificar-se “para não prejudicar os negócios”. Segundo ele, a Prefeitura deveria ser mais rigorosa com os proprietários desses terrenos, que chegam a abranger, em determinados bairros, mais de duas quadras. “Maioria deles não possui sequer uma cerca divisória”, disse o corretor de imóveis.
Segundo os classificados de compra e venda de imóveis, um lote de terreno, medindo 220 m2, pode ser adquirido por pouco mais de R$ 5 mil, no bairro Interlagos.
Por outro lado, um terreno (14×44), na avenida Rosário Congro, no bairro Jardim Angélica, trecho recentemente asfaltado e iluminado, está sendo comercializado por R$ 20 mil.
No bairro Jardim Novo Aeroporto e no Jardim Morumby, onde se localizam o 1º Distrito Policial e Ciretran, com pouco mais de R$ 5 mil também se adquire um bom lote de terreno, medindo 12 metros de frente com 30 metros de fundos, segundo anúncios veiculados em classificados de jornais da cidade.
SEGURANÇA E ESCURIDÃO
Com a existência dessas grandes áreas, esses bairros também passam por sérios problemas de iluminação e estão sujeitos a constantes perigos, não somente de segurança, como de saúde pública.
Maioria desses terrenos não são limpos nem muito menos cercados. Por esse motivo, segundo constatou nossa reportagem, eles se transformaram em grandes depósitos de lixo urbano, móveis velhos, entulhos de construção e outros resíduos.
Além de se tornarem locais propícios à proliferação de mosquitos e outros animais peçonhentos, esses terrenos também facilitam a ação de marginais, principalmente ao escurecer.



