10/04/2003 16h25 – Atualizado em 10/04/2003 16h25
Quem chega ao estado de Mato Grosso do Sul, vindo pela rodovia Marechal Rondon (SP 300), ao ultrapassar a barreira fiscal de Jupiá, percebe de imediato a situação de abandono em que se encontra a BR 262, que liga Três Lagoas a Campo Grande.
Os buracos já começam a ser problema para os motoristas, quando se inicia a trajetória da passagem sobre a usina hidrelétrica de Jupíá. O problema se agrava nos primeiros 10 km da rodovia, no trecho em que ela recebe a denominação de avenida Ranulpho Marques Leal.
Nas proximidades do monumento do Cristo Redentor, formaram-se enormes crateras, colocando em risco a segurança dos motoristas e a conservação dos veículos.
Além dos buracos, os terrenos, que fazem frente com a rodovia, estão abandonados e o mato começa a invadir a pista.
O problema maior é que, neste trecho, o empurra-empurra da responsabilidade de conservação é sempre o mesmo. Cabe à Prefeitura ou ao competente órgão federal a conservação e a limpeza deste trecho?…
Recentemente, a Prefeitura realizou o trabalho de caiação das guias, mas a sujeira da terra, misturada às chuvas de ontem, acabou prejudicando todo o serviço.
No início do mês, a Prefeitura mobilizou uma equipe de trabalho com a finalidade de levar adiante um mutirão de obras para modificar o visual urbano da cidade. No entanto, segundo se percebe, apesar do serviço ser lento, muitas vezes a culpa do abandono de muitos locais não pode ser atribuída somente à Prefeitura.
EXEMPLO
Um exemplo negativo de desleixo e de abandono é a calçada que pertence à área de preservação ambiental do quartel do Exército Brasileiro, na avenida Capitão Olinto Mancini.
Em recente matéria no Diário MS, mostrou o mato tomando conta da extensa calçada. Segundo o Código de Posturas do Município, cabe ao proprietário do imóvel zelar pela conservação das respectivas calçadas, mantendo-as sempre limpas e desobstruídas.
No entanto, a realidade é bem outra. Se a avenida ostenta um visual urbano nada agradável, nem tudo é culpa da Prefeitura, mas é responsabilidade de todos os proprietários dos imóveis daquela avenida.
De um lado, é louvável o Exército possuir uma extensa área de preservação ambiental, mas sua conservação também deve ser prioridade, segundo comentários de um transeunte que passava pelo local, quando nossa reportagem registrava o abandono das calçadas.
Para completar a já “poluição visual” da avenida, o Exército também locou espaço, dentro da área de preservação ambiental, para uma série de enormes painéis publicitários.





