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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Manual do ser humano

14/04/2003 16h26 – Atualizado em 14/04/2003 16h26

Cientistas anunciam que terminaram a decodificação do genoma humano, as instruções de funcionamento de todo o organismo. O trabalho foi concluído dois anos antes do previsto. No ano passado, os cientistas tinham divulgado um resultado prévio da pesquisa.

Quando o projeto começou, há cinco anos, os críticos afirmaram que seria impossível completar a tarefa antes de 2015. As pesquisas foram aceleradas pelo uso dos super computadores e pelos últimos avanços na área da ciência dos robôs.

Na versão parcial, divulgada há três anos, os cientistas já haviam decodificado 97% da seqüência de genes humanos. O diretor da instituição britânica, com texto de participação na pesquisa, está empolgado as possibilidades de benefícios na área da saúde. Ele disse que apenas parte do trabalho, a identificação do cromossomo 20, já acelerou a busca pelos genes presentes na leucemia.

Há uma grande esperança entre cientistas de que dentro de cinco anos o mapeamento possa levar a grandes avanços pela cura de todos tipos de câncer e, no plano mais imediato, o diabetes do tipo dois, uma doença que afeta uma em cada 20 pessoas com mais de 45 anos de idade.

A divulgação parcial em 2000 já tinha surpreendido de forma positiva cientistas do mundo inteiro. Mas também causou polêmica. A pesquisa revelou que o homem tem cerca de 30 mil genes, um terço do que se imaginava. A evidência de que somos bem menos complexos poderia facilitar a clonagem e o mapa genético, uma espécie de manual de como se construir o ser humano.

O Brasil teve uma importante participação no Projeto Genoma. A Fapesp, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, coordena a rede de 30 laboratórios brasileiros que pesquisam os genes. Um dos trabalhos dos nossos cientistas foi conseguir mapear o genoma do câncer.

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