15/04/2003 07h59 – Atualizado em 15/04/2003 07h59
Os Estados Unidos estão retirando dois de seus três porta-aviões da região do Golfo e o terceiro deve sair em breve, pois o Pentágono está reduzindo as operações militares no Iraque.
Os porta-aviões USS Kitty Hawk e o USS Constellation, acompanhados por seus grupos de cruzadores e contra-torpedeiros, vão deixar a região do Golfo ainda esta semana.
A Força Aérea americana também está retirando parte de seus aviões baseados em terra e que iniciaram os bombardeios contra o Iraque há quase quatro semanas.
O porta-voz do Comando Central dos EUA, general Vincent Brooks, disse que a a guerra no Iraque estava chegando ao fim depois que as tropas americanas tomaram a cidade de Tikrit na segunda-feira.
Ordem
A cidade natal de Saddam Hussein foi a última cidade grande do Iraque a ser controlada pelos EUA.
O porta-voz do Pentágono, general Stanley McChrystal, disse que o conflito estava entrando em uma fase em que unidades americanas poderiam esperar combates limitados e agudos com grupos que ainda são hostis.
Agora, porém, a campanha está se concentrando em reconstrução e manutenção da ordem. Por isso a 1ª Divisão de Blindados vai enviar da Alemanha unidades com policiais militares, engenheiros e unidades de assuntos civis.
Mas os EUA ainda têm enorme contingente na região. Um porta-aviões permanece no Golfo e outros dois ainda estão no leste do Mediterrâneo.
Na semana passada, a Grã-Bretanha começou a retirar parte de suas forças navais e aéreas da região e a Austrália diz que está planejando levar seus 2 mil soldados para casa em breve.
Saques
Ainda havia luta nos arredores ao norte de Tikrit na manhã de terça-feira, segundo Dumeethra Luthra, correspondente da BBC na cidade. Mas no centro da cidade, as forças americanas estão inspecionando os prédios um a um.
A ordem está gradualmente sendo restaurada em outras cidades, incluindo Bagdá, depois de um período de saques que se seguiu à queda do regime de Saddam Hussein.
Patrulhas conjuntas de americanos e iraquianos começaram a trabalhar em Bagdá na segunda-feira.
Mais de 2 mil policiais atenderam o chamado dos americanos para que funcionários do velho regime voltassem ao trabalho.





