15/04/2003 11h19 – Atualizado em 15/04/2003 11h19
O presidente do Sindicato da Indústria Frigorífica de Mato Grosso do Sul, Antônio Russo, vai se reunir nesta quarta-feira em Brasília com o ministro da Agricultura e Pecuária, Roberto Rodrigues. Na pauta do encontro, os principais assuntos serão a simplificação e a divisão dos custos da rastreabilidade bovina (acompanhamento do animal desde o nascimento ao dia do abate). A informação partiu do presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul, Laucídio Coelho Neto, durante a apresentação do balanço oficial da Expogrande 2003, esta manhã, em Campo Grande.
O setor pecuário quer um prêmio de 3% sobre o valor da carcaça, que poderia chegar a R$ 24, como fator de motivação do produtor para o cumprimento da determinação do Sisbov (Sistema Brasileiro de de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina). Atualmente, os frigoríficos pagam R$ 2 por animal rastreado ao produtor. Durante a Expogrande, segundo Laucídio, ficou acertada a elevação para R$ 5.
“As nossas contas não batem. Os frigoríficos têm uma conta e os pecuaristas outra”, disse Laucídio Coelho Neto. “Se o custo fosse somente com a certificação, que apenas verifica a qualidade do serviço, R$ 2 por animal até poderiam ser suficientes, mas acontece que a rastreabilidade exige treinamento de peões, compra de computadores e contração de digitadores”, justificou o dirigente da Acrissul.





