15/04/2003 07h57 – Atualizado em 15/04/2003 07h57
O ministro de Segurança Alimentar e Combate à Fome, José Graziano, disse ontem em Dourados que a fome estava matando crianças nas aldeias de Dourados antes da implantação do programa estadual de distribuição de alimentos. “Lembro que em 1993, na campanha do companheiro Lula, passamos aqui pelo Mato Grosso (ele chamou MS de MT três vezes, uma durante o discurso e duas durante a entrevista coletiva) e a mortalidade infantil entre os índios de Dourados era de 140 por mil. Hoje, fui informado pelo governador e pelo prefeito (Laerte Tetila) que esse índice caiu para cerca de 40, bem próximo da média nacional. Isso significa que aquelas crianças morriam de fome”, afirmou Graziano. Pelo índice citado pelo ministro, em 1993, de cada grupo de mil recém-nascidos, 140 morriam antes de completar um ano de vida. Pelos dados fornecidos pelo governo do Estado e pela prefeitura, morrem 40 crianças por mil nascidos. “Os resultados de Mato Grosso (ele se referia a MS) provam o acerto do presidente Lula em colocar o combate à fome como prioridade”. Desnutrição Apesar do otimismo de Graziano, do governador Zeca do PT e do prefeito Laerte Tetila, números da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) mostram que a situação nutricional dos índios do Estado é considerada grave. De 7.943 índios com até cinco anos de idade, pesados pelos agentes da Funasa em várias aldeias do Estado, 1.379 apresentam quadro de desnutrição severa. Segundo a Funasa, essas crianças terão seqüelas irreversíveis, principalmente baixo desempenho intelectual e físico, independente das ações e programas de atendidos a que sejam submetidas. Na região de Dourados, conforme a Funasa, das 1.886 que foram pesadas pelos agentes de saúde, 319 apresentaram quadro de desnutrição severa.





