15/04/2003 13h51 – Atualizado em 15/04/2003 13h51
O pão francês já pode ser encontrado com preços reajustados nesta terça-feira em Campo Grande, segundo informa o presidente do Sindpan (Sindicato da Indústria de Panificação de Mato Grosso do Sul), Raul Alves Barbosa. “O preço do pão já está liberado e os donos de padarias estão calculando os novos valores de acordo com seus gastos e a clientela”, afirmou ao Campo Grande News.
Para Raul, o reajuste foi inevitável em virtude da série de aumentos dos últimos meses. “Foram reajustes da luz, gás, margarina, entre outros produtos e, infelizmente, agora precisamos repassar isso para os preços. Estimamos que o pão passe a custar em média entre R$ 0,18 e R$ 0,30, numa variação entre 25% e 30% dos valores anteriormente praticados”, diz. O presidente do Sindpan informa ainda que os representantes de panificadoras se reunirão em maio, “para avaliar se o aumento foi suficiente para repor as perdas do setor”.
Com aumento de preço, venda de pães deve cair 15%:
O reajuste de preço do pão francês de 50g, que pode ser encontrado em Campo Grande por valores entre R$ 0,18 e R$ 0,30, deve provocar uma queda inicial de 10% a 15% no consumo, segundo estimam proprietários de padarias da cidade. “Num primeiro momento, é inevitável a queda nas vendas. As pessoas passam a comprar menos pães. Depois, acabam se acostumando com o reajuste, mas o movimento nunca volta a ser o mesmo”, afirma um dos proprietários da padaria Fornello, José Marques de Almeida.
Para ele, o maior problema é a redução do poder de compra do consumidor. “O pão faz parte da cesta básica e deveria ser um dos itens mais baratos. Contudo, os constantes reajustes, principalmente da energia e de matérias-primas, nos forçam a repassar os valores para os preços, que não são compatíveis com o salário do trabalhador”, explica. Na padaria de Almeida, o pão passará de R$ 0,25 para R$ 0,30 na próxima segunda-feira (21). “Decidimos aguardar a passagem da páscoa, mas outros estabelecimentos já estão reajustando os valores”, diz. Mesmo com o aumento, que pode chegar a 30% em algumas padarias, o setor não deve recuperar as perdas decorrentes da série de aumentos. “Podemos, no máximo, minimizar o prejuízo”, conclui Almeida.




