16/04/2003 08h00 – Atualizado em 16/04/2003 08h00
BAGDÁ (CNN) — Cerca de 120 soldados iraquianos treinados e armados pelos Estados Unidos — de um contingente que compõe as forças de “iraquianos livres” — chegaram a Bagdá na manhã desta quarta-feira, sob escolta militar norte-americana, e devem ser incumbidos de ajudar a restaurar a ordem na capital.
As Forças Especiais dos EUA treinaram cerca de 700 “iraquianos livres” nas últimas semanas. O restante da tropa também deve ser enviado a Bagdá nos próximos dias.
Armados com fuzis AK-47, “iraquianos livres” vêm, nos últimos dias, patrulhando cidades de maioria xiita no sul e no centro do Iraque.
Os soldados descobriram arsenais escondidos no sul do país, e detiveram supostos integrantes de forças paramilitares leais a Saddam Hussein.
Os militares norte-americanos expressaram preocupação com relação à possibilidade de não conseguir diferenciar as forças de “iraquianos livres” dos combatentes inimigos.
Os “iraquianos livres”, que em sua maioria viviam no exterior até recentemente, consideram Ahmed Chalabi, o fundador e chefe do Congresso Nacional Iraquiano, seu líder.
Apesar de contar com o apoio do Pentágono, Chalabi enfrenta a oposição do Departamento de Estado norte-americano e de alguns setores da sociedade iraquiana.
As objeções de importantes autoridades norte-americanas giram em torno das acusações contra Chalabi de malversação em um banco que dirigiu na Jordânia, na década de 1980, e das inconsistências detectadas por uma auditoria do Departamento de Estado na administração de fundos do governo norte-americano para incentivar a deposição de Saddam, nos anos 1990.





