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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Índice da dengue em Dourados é alarmante, diz Geraldo Resende

22/04/2003 18h05 – Atualizado em 22/04/2003 18h05

Índice da dengue em Dourados é alarmante, diz Geraldo Resende

O deputado federal Geraldo Resende (PPS) considera alarmante o aumento dos números de caso de dengue em Dourados. Para ele, a notificação de 358 casos no Município desde 1.º de janeiro, aponta para a necessidade de um redirecionamento da atuação do Município para que a doença seja enfrentada. “É urgente a ação do poder público do Município, sob pena de assistirmos uma epidemia de grandes proporções e com graves conseqüências social, econômica e de saúde”, alerta.
Segundo o deputado, a taxa de incidência em Dourados, a maior do Estado, “demonstra a ausência do poder publico municipal naquilo que é básico dentre as obrigações devidas pelos Municípios que integram do Sistema Único de Saúde, ou seja, revela a ausência do Município nas ações de controle do vetor nas atividades de supervisão e acompanhamento das visitas de campo e, sobretudo e principalmente, naquela que deveria ser o foco principal da campanha: as práticas de educação em saúde e mobilização social em torno do combate ao vetor”.
O parlamentar lembra que dentre as pactuações feitas na área da saúde, existe uma chamada Programação Pactuada e Integrada das Endemias, cujas metas gerais prevêem a redução de 50% do número de casos de dengue em 2003 em relação a 2002; redução a menos de 1% no índice predial de infestação do mosquito Aedes aegypti e a não ocorrência de casos de dengue hemorrágica nos municípios.
“Isso são metas pactuadas, as quais a Prefeitura de Dourados se comprometeu formalmente a cumpri-las e tem faltado com o compromisso”, lamenta. Para o cumprimento dessas metas, salienta Resende, há um repasse mensal feito pelo Ministério da Saúde, diretamente ao Fundo Municipal de Saúde, no montante de R$ 33.276,00, exclusivamente destinados às ações de combate e controle de doenças endêmicas como a dengue, sem contar os agentes de saúde pública cedidos ao Município.
Com isso, diz Geraldo Resende, “mais uma vez fica constatado que a Prefeitura de Dourados não vem fazendo o seu dever de casa que é cuidar da saúde dos seus cidadãos, prevenindo a ocorrência de doenças”. Ele justifica a afirmação apontando que a taxa de incidência da doença é a maior do Estado, chegando a 40 casos notificados para cada grupo de 10.000 habitantes, superando em muito l Campo Grande, cujo índice é de 25 para cada 10.000 habitantes.
Outra constatação é a de que o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti em Dourados alcançou a média de 5%. Isso significa que em cada 100 moradias, cinco possuem o vetor da doença. “Esse patamar de infestação é considerado calamitoso pela OPAS – Organização Panamericana de Saúde. Do ponto de vista epidemiológico expõe a população a sérios riscos de ocorrência da reurbanização da febre amarela”.
Resende diz ainda que o número de casos registrados nos últimos dias permite uma projeção epidemiológica preocupante para a população urbana e os visitantes, na medida em que sinaliza para uma curva ascendente da epidemia, já que a freqüência de notificação tem sido de 140 casos novos por semana;
Pedindo um reforço nas ações de combate à dengue, Resende critica também as tentativas de justificativa do atual quadro. “Por que a Prefeitura não fez e não vem fazendo a sua parte nesse processo, já que recebe recursos para isso, preferindo jogar a culpa na população? Cadê o Prefeito para liderar um grande movimento social para combater a doença e seu vetor?”, questiona, lembrando que é preciso conquistar a comunidade como aliada nessa luta, sem, no entanto, querer justificar a inércia do poder público municipal no Município.

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