24/04/2003 17h10 – Atualizado em 24/04/2003 17h10
Há três meses moradores e comerciantes da rua Barreira, no bairro Moreninha II, em Campo Grande, vivem o drama de ter que desviar de dejetos para atravessar a rua. Devido à superlotação, a fossa do 4º Distrito Policial estourou e a água com dejetos corre por pelo menos quatro quadras abaixo da delegacia até chegar ao colégio estadual Arlindo Sampaio.
Os comerciantes locais reclamam que perderam clientela e que o movimento caiu drasticamente por conta do mau-cheiro. A comerciante Geo Mariano, 49 anos, afirma que já ligou várias vezes para a secretaria estadual de Saúde mas não conseguiu ser atendida. “Não temos mais para quem apelar. O pior é que não dá nem para ficar no ponto de ônibus porque quando ele passa próximo ao meio-fio espirra fezes na gente” , reclama.
A dona de casa Lídia de Almeida Lima, 37 anos, reclama no mau exemplo e acrescenta que se o problema partisse de alguma residência o proprietário seria punido. O eletricista José Wilson Abanche pega o seu caso como exemplo do que Lídia disse. “Já fecharam três ferros-velhos meus porque disseram que era criatório do mosquito da dengue mas deixam essa água podre nas ruas”, reclama. A comerciante Aparecida Luiza da Carvalho, 27 anos, afirma que sente náuseas e tontura com o cheiro do esgoto e que seu marido já teve problemas de pele depois que acidentalmente entrou em contato com a água da fossa.





