28/04/2003 16h30 – Atualizado em 28/04/2003 16h30
Uma vistoria nas instalações da malha na Estação Ferroviária da avenida Calógeras, em Campo Grande, verificou abandono, descuido e irregularidades com máquinas e materiais e as ferrovias.
Segundo o vice-presidente do Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), Jarí de Carvalho e Castro, a fiscalização começou diante de inúmeras denúncias das péssimas condições em que se encontra a malha ferroviária. Conforme Castro inúmeras irregularidades já foram detectadas. “Tivemos um impacto, vimos máquinas em péssimo estado, materiais podres, vagões com entulho, trilho amassado e até pinos soltos”, conta.
A fiscalização foi feita por diretores e fiscais do Crea-MS, representantes da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, Semur (Secretaria Municipal de Controle Ambiental e Urbanístico), Corpo de Bombeiros, Agepan (Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos) e Abemec (Associação Brasileira dos Engenheiros Mecânicos de MS).
As instalações ferroviárias de todo o Mato Grosso do Sul passarão a ser vistoriadas por representantes dos diversos órgãos na intenção de realizar uma fiscalização preventiva integrada entre diferentes segmentos para verificar as condições de manutenção do local e dos equipamentos e encaminhar um laudo para a Novoeste, empresa que mantém a concessão dos serviços no Estado.
O laudo inicial de cada órgão deverá ficar pronto daqui a 15 dias. A fiscalização vai continuar em vários municípios do Estado. Amanhã os fiscais estarão no trecho da malha próximo ao Aeroporto Internacional da Capital.
A ação tem caráter preventivo e cada órgão verifica as suas atribuições, caso seja encontrada alguma irregularidade, a empresa tem um prazo para se regularizar. Os laudos serão posteriormente reunidos e encaminhados à empresa. Se as recomendações não forem atendidas, pode-se gerar uma notificação, autuação e até mesmo uma multa.
De acordo com Castro, a empresa será primeiramente orientada, se não forem tomadas as providências é que as ações punitivas serão feitas junto com o Ministério Público.




