29/04/2003 16h56 – Atualizado em 29/04/2003 16h56
O presidente da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Clayton Campanhola, disse ao abrir a solenidade em comemoração aos 30 anos de criação da empresa, esta tarde, em Brasília, que muito já foi feito e muito há para se fazer, sobretudo no caminho da inclusão social de milhões de pequenos e médios produtores, que não têm conseguido utilizar novas tecnologias. O evento reúne o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT.
“Torna-se evidente que um grande esforço adicional deve ser incorporado às nossas atividades de modo a colaborar com a inserção no processo de desenvolvimento socioeconômico daqueles e daquelas que fazem a agricultura familiar, das nossas comunidades quilombolas (comunidades negras), indígenas e das milhares de famílias assentadas da reforma agrária”, declarou Clayton Campanhola em seu discurso.
Segundo ele, nessas três décadas a empresa agropecuária do governo federal atingiu a plena maturidade. “A Embrapa muito contribuiu para que os agricultores se tornassem agentes estruturadores do nosso meio rural, produzindo alimentos, renda, divisas e tornando o país referência em pesquisa e desenvolvimento agropecuários”, afirmou.
Nos 30 anos de existência, a Emprapa tem se empenhado no desenvolvimento tecnológico da agricultura e da pecuária. A cultura da soja, um dos carros chefes da exportação agrícola brasileira, deixou de ser uma cultura tipicamente tropical. A partir da adaptação de uma espécie exótica, originária de ambientes de latitude elevada, passou a ser cultivava em regiões equatoriais.





