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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Menino de 2 anos com suspeita de Sars em Minas Gerais

29/04/2003 10h33 – Atualizado em 29/04/2003 10h33

BELO HORIZONTE — As autoridades da Saúde de Minas Gerais estão examinando um novo caso suspeito de síndrome respiratória aguda grave, a pneumonia atípica conhecida pela sigla em inglês Sars, envolvendo um menino de 2 anos que chegou ao país há sete dias, procedente de Hong Kong.

O ministro está internado no Centro Geral de Pediatria, de Belo Horizonte, com febre alta, tosse e dificuldade para respirar – sintomas característicos da doença, que já contaminou mais de cinco mil pessoas em todo o mundo, causando a morte de pelo menos 332.

A mãe da criança e outras pessoas que tiveram contato com o paciente foram colocadas em quarentena.

Esse é o sexto caso suspeito registrado no país da doença, que mobilizou a Organização Mundial da Saúde (OMS) e países dos cinco continentes.

Em Curitiba, o alemão Richard Martim Pforzhein, de 26 anos, foi internado numa ala isolada do Hospital de Clínicas. Pforzhein chegou ao Brasil há 54 dias, vindo de Frankfurt.

Há 15 dias, o jovem esteve internado em Guarapuava, cidade próxima a Entre Rios, com febre alta e problemas respiratórios.

Dentro de três semanas deverão ser apresentados os resultados dos exames a que o estrangeiro foi submetido.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Paraná, a possibilidade de infecção causada pela Sars é pouco provável, já que o paciente não esteva em países que têm registrado casos de infecção.

Em São Paulo, na última terça-feira, um homem, de 47 anos, foi internado no Hospital Emílio Ribas com sintomas de Sars.

O paciente esteve em Pequim, na China, há menos de 10 dias.

O material coletado para os exames foi enviado para o Instituto Adolfo Lutz.

A avaliação deverá sair dentro de três semanas. Os parentes do pacientes são mantidos em quarentena, em casa.

Em Santa Catarina, uma mulher que estava com suspeita de contaminação foi liberada.

A paciente esteve em Toronto, no Canadá, e retornou ao Brasil há pouco mais de uma semana.

Ainda não saíram os resultados da segunda etapa de exames feitos com a paciente inglesa Sally Blower, de 41 anos, internada no início do mês no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

A repórter foi liberada, mas sem diagnóstico definitivo.

A avaliação sobre a presença ou não do coronavírus só ficará pronta dentro de 10 dias.

Também não foram finalizados os exames do menino chinês de 4 anos, morador de Sorocada, no interior de São Paulo.

A expectativa é de que fiquem prontos em 15 dias.

(Com informações da Agência RBS)

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