29/04/2003 14h35 – Atualizado em 29/04/2003 14h35
WASHINGTON (CNN) — O ex-vice-primeiro-ministro do Iraque, Tariq Aziz, contou a autoridades norte-americanas ter visto Saddam Hussein pela última vez no dia 6 deste mês, ou seja, na véspera da segunda tentativa feita pelos Estados Unidos de matar o presidente deposto.
O ex-vice-premier, há mais de uma década conhecido como o porta-voz do governo iraquiano no exterior, vem sendo interrogado desde que se entregou a tropas norte-americanas em Bagdá, na última quinta-feira.
Em 7 de abril, as forças da coalizão anglo-americana realizaram um de seus ataques mais violentos na guerra lançada em março contra o Iraque, arrasando por completo um prédio de Bagdá onde Saddam estaria escondido com os filhos, Uday e Qusay.
Dois dias depois, a capital iraquiana foi ocupada pelas tropas norte-americanas. Desde então, nenhuma autoridade dos Estados Unidos ou da Grã-Bretanha pronunciou-se sobre o paradeiro preciso de Saddam Hussein.
Aziz, segundo funcionários do governo de Washington revelaram à CNN nesta terça-feira, também afirmou que o piloto norte-americano cujo paradeiro é questionado pelos Estados Unidos há 12 anos, desde que seu avião foi abatido durante a Guerra do Golfo, está morto.
Segundo os militares a cargo dos interrogatórios, Aziz contou ter sido informado de que o capitão da Marinha Michael Speicher morreu quando seu avião caiu e, portanto, jamais se tornou prisioneiro de guerra do Iraque, conforme os Estados Unidos acreditavam.
O serviço de inteligência norte-americano informou que não é possível confirmar, neste momento, se Aziz está ou não falando a verdade a respeito do piloto.
Os interrogadores confirmaram, ainda, que Aziz de fato negociou os termos de sua rendição, a fim de garantir que receberia atenção médica e não seria tratado de forma cruel. Parentes do ex-vice-premier afirmam que ele sofreu dois ataques cardíacos recentemente.
Os militares disseram a Aziz que ele seria tratado da mesma forma que qualquer outro prisioneiro, o que inclui a assistência médica, em caso de necessidade.
“Não fizemos acordos”, declaram autoridades norte-americanas à CNN.





