29/04/2003 13h56 – Atualizado em 29/04/2003 13h56
Dirigentes da chamada “Velha Guarda” do Esporte Clube Comercial, de Campo Grande, que lideram o clube nos anos 70 e 80, vão se reunir nesta terça-feira para definir a estratégia de um movimento pelo afastamento do atual presidente Luiz Ojeda. São pelo menos 20 ex-dirigentes, informou há pouco um porta-voz, que pediu sigilo sobre os nomes. “Não podemos avisar o bandido que ele será preso”, comentou.
O atual presidente está sendo acusado de desviar dinheiro do Comercial para cobrir despesas próprias. Em 2002, a Funcesp (Fundação Municipal de Esporte e Lazer), órgão ligado à Prefeitura de Campo Grande, destinou R$ 200 mil ao clube e renovou o convênio este ano por R$ 150 mil. O dinheiro liberado para investimento nas categorias de base, estaria sendo usado no futebol profissional e para as despesas pessoais de Luiz Ojeda.
Os ex-dirigentes vão exigir prestação de contas da atual e das administrações anteriores de Ojeda, com levantamento da saída e entrada de dinheiro referente à venda e contratação de jogadores.
Nesta terça-feira, o jornal Correio do Estado traz a notícia de que o dinheiro referente ao “direito de arena” da transmissão ao vivo do jogo do Comercial diante do Internacional de Porto Alegre, pela Copa do Brasil, R$ 31. 461,15, já descontado os 5% do INSS, pagos pela TV RBS, do Rio Grande do Sul, por meio da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), foi parar na conta da empresa Cefac (Centro de Formação de Atletas Colorado), administrada por Ruy Ojeda, irmão do presidente comercialino Luiz Ojeda.





